O Ceará registrou 1.927 vítimas de crimes sexuais em 2025, conforme dados do Painel Dinâmico da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (SUPESP).
Estupro, estupro de vulnerável e exploração sexual, principalmente contra crianças e adolescentes, são denominados como crimes sexuais. No Ceará, esse tipo de violência continua em patamar elevado e preocupante.
Em 2023, o estado atingiu o pior índice da série, com 2.154 ocorrências. Em 2024, os casos permaneceram altos, somando 2.044 registros. Já em 2025, houve queda de 5,7%, com 1.927 crimes contabilizados, mas o volume ainda é classificado como alarmante.
Para tentar frear a violência, a legislação brasileira prevê punições mais severas aos agressores. “Até 18 anos para estupro de vulnerável. Quando esse estupro vem acompanhado de lesão corporal, a pena pode variar de 14 a 24 anos. E, quando resulta em morte, pode chegar de 20 a 40 anos”, explica a advogada Ana Paula Rocha.
Os dados ficam ainda mais preocupantes quando se observa o perfil das vítimas. Do total registrado em 2025, 1.435 eram menores de 18 anos, o que representa cerca de 74% dos casos. Entre as vítimas, crianças de até 11 anos concentram 41,93% das ocorrências.
Em muitos casos, o agressor é alguém próximo da vítima, como parentes ou pessoas de confiança da família. Para crianças menores, a dificuldade de entender ou relatar o que está acontecendo contribui para o silêncio e prolonga a violência. Para especialistas, o problema também é cultural.
Diante do cenário, autoridades reforçam a importância da denúncia. Qualquer suspeita de violência sexual contra crianças e adolescentes deve ser comunicada imediatamente aos órgãos de segurança.

