O Ceará registrou um crescimento de 16,4% no nascimento de novas empresas em 2022, com a criação de 13,3 mil unidades locais empregadoras que geraram cerca de 67,4 mil empregos formais. Essa taxa representa um avanço significativo em relação aos 11,0% de 2017, refletindo um cenário de aquecimento econômico no estado. O setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas liderou o movimento, concentrando 40,4% das novas empresas, seguido por Alojamento e alimentação (9,9%) e Indústrias de transformação (9,5%).
Além disso, a participação do pessoal assalariado nas novas empresas aumentou de 4,6%, em 2017, para 6,2% em 2022, evidenciando uma maior absorção de mão de obra por parte das novas organizações. Os dados foram divulgados nessa quinta-feira (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa de sobrevivência das empresas também apresentou dados reveladores. Das empresas nascidas em 2017, apenas 37,7% permaneceram ativas até 2022, indicando desafios para a sustentabilidade a longo prazo. Por outro lado, a sobrevivência no primeiro ano de vida apresentou uma tendência crescente, alcançando 80,4% para empresas fundadas em 2021.
O estado também destacou 5.036 unidades locais de alto crescimento, responsáveis por 258,2 mil empregos e uma folha salarial de R$ 6,8 bilhões. Já as empresas gazelas – aquelas de rápido crescimento em até cinco anos de operação – somaram 301 unidades, empregando 10 mil pessoas e pagando R$ 201 milhões.
Esses números reforçam o protagonismo do setor de Comércio, que dominou tanto o segmento de alto crescimento (36,5%) quanto o das gazelas (35,5%), enquanto outros setores como Indústrias de transformação e Atividades administrativas e serviços complementares demonstraram relevância.
Taxa de mortalidade
Embora os números mostrem avanços, o Ceará também enfrentou desafios com o encerramento de 6,3 mil empresas em 2020, afetando 26,8 mil postos de trabalho. No entanto, a taxa de mortalidade das empresas empregadoras caiu de 12,5% em 2015 para 8,9% em 2020, indicando maior resiliência no ambiente empresarial.
O Comércio, que lidera os nascimentos, também concentrou 47,6% das empresas encerradas, seguido por Indústrias de transformação (10,2%) e Alojamento e alimentação (9,4%). Esses dados ressaltam a necessidade de políticas públicas que fomentem a sustentabilidade empresarial e a retenção de empregos, além de suporte técnico e financeiro para novos empreendimentos.
Com um mercado em expansão e iniciativas de alto crescimento em destaque, o Ceará segue como um exemplo de dinamismo econômico no Brasil, mas ainda enfrenta o desafio de equilibrar o forte ritmo de nascimentos com a estabilidade e sobrevivência das empresas a longo prazo.

