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Ceará investe em tecnologia na produção de camarão e tilápia

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A nutrição aquícola de precisão no Ceará ganha espaço na cadeia produtiva de camarão e tilápia, especialmente no período da Semana Santa, quando a tradição cristã amplia o consumo de peixes e frutos do mar. Consolidado como referência na produção desses alimentos, o Estado passa a investir em tecnologia para aprimorar a ração oferecida aos animais criados sob temperaturas mais altas.

Principalmente no litoral, pratos à base de tilápia e camarão estão entre os mais procurados nesta época do ano. Por trás do pescado que chega à mesa do consumidor, há uma cadeia produtiva estruturada e cada vez mais tecnológica, que vai além da criação e abrange pesquisa, formulação e controle de qualidade.

Se antes o destaque estava concentrado na expansão dos cultivos, agora o foco também recai sobre o que vai na água. A indústria de nutrição aquícola desenvolve fórmulas específicas para atender às condições do semiárido, onde o clima influencia diretamente o desempenho dos peixes.

Tecnologia para produção de camarão e tilápia no Ceará

Com temperaturas mais elevadas, o metabolismo dos peixes se acelera. Por isso, as rações produzidas no Estado contam com níveis precisos de aminoácidos e enzimas, com o objetivo de melhorar a digestão e o aproveitamento dos nutrientes.

“A nutrição é um elo extremamente importante para a viabilidade da produção, seja qual for. E as empresas de nutrição precisam desenvolver exatamente um produto que atenda às demandas, às exigências, às características daquela criação e à proposta comercial daquele cultivo”, afirma Marcos Lima, diretor de empresa do setor.

“Então, nós, ou qualquer empresa que se propõe a oferecer nutrição, precisa olhar com bastante cuidado para a qualidade das matérias-primas, para o processamento dessas matérias-primas e para a proposta que esse produto vai ser colocado em prática”, acrescenta Marcos Lima.

Conversão alimentar e sustentabilidade na aquicultura do Ceará

O investimento em nutrição aquícola de precisão no Ceará também busca melhorar o índice de conversão alimentar. Na prática, isso significa que o peixe precisa de menos ração para ganhar peso, o que amplia a eficiência produtiva e reduz impactos ambientais.

“O peixe é extremamente sensível ao ambiente em que ele está colocado e a ração não pode ser um comprometedor desse ambiente. Pelo contrário, às vezes ela pode ser um veículo, inclusive, de melhorar a qualidade da água”, afirma Marcos Lima.

“É importante saber a conversão alimentar, quanto de ração eu estou colocando naquele ambiente para que ele possa produzir um quilo de carne.

É importante saber o resíduo que fica naquele ambiente de produção, principalmente cultivos em tanque. É extremamente importante saber o quanto de amônia é gerada naquele ambiente a partir daquela nutrição que, se for mal elaborada, se for mal colocada, ela pode trazer um problema e uma limitação do ponto de vista de produção, de crescimento do peixe”, explica Marcos Lima.

Indústria de nutrição aquícola fortalece polos no Ceará

O crescimento da indústria de nutrição aquícola gera empregos, movimenta a economia e abastece grandes polos produtores, como o Vale do Jaguaribe e a região do Açude Castanhão.

As fábricas cearenses também atendem estados vizinhos, como Piauí e Rio Grande do Norte. Dessa forma, o Ceará amplia sua atuação na aquicultura do Nordeste, agregando tecnologia à produção de camarão e tilápia e fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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