O varejo deve faturar R$ 2,49 bilhões com a Páscoa, 2,8% acima do ano passado, mas 2,7% abaixo do nível pré-pandemia. No País, São Paulo puxa a receita gerada com a data, com R$ 977,02 milhões. Depois, aparece Minas Gerais (R$ 273 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 244 milhões). Juntas, estas três unidades da Federação responderão por 60% do volume financeiro gerado pela Páscoa deste ano.
Ceará
No Ceará, o faturamento esperado é de R$ 58,49 milhões, o segundo do Nordeste. Liderando na região vem a Bahia, com R$ 70,29 milhões e, em terceiro, aparece Pernambuco, onde a data deve render R$ 49,11 milhões.
Produtos mais caros
Cesta de bens e serviços relacionada à data está 8,1% mais cara do que em 2022. “Um indicativo da expectativa do varejo para essa data costuma ser a importação de produtos típicos”, ressalta o economista da CNC responsável pela apuração da pesquisa, Fabio Bentes.
De acordo com registros da Secretaria de Comércio Exterior, tabulados pela Confederação, foram importadas 2,76 mil toneladas de chocolate, um avanço de 6,5% em relação ao ano passado, mas ainda abaixo das 3 mil toneladas de 2020. Por outro lado, o bacalhau, produto tipicamente importado nessa época do ano, teve recuo de 32,7%, no comparativo com a Páscoa de 2022.
Conforme Bentes, a valorização do real compensou parcialmente a alta dos preços internacionais desses produtos. Às vésperas da Páscoa de 2022, a taxa de câmbio era de R$ 5,25 para US$ 1. Atualmente, houve recuo de quase 2% (R$ 5,15 para US$ 1). No entanto, o preço de importação do bacalhau subiu 85,9% e o dos chocolates foi de 10,9%.
Retomada
O terceiro avanço anual nas vendas de Páscoa ainda se insere no contexto de retomada do consumo pós-pandemia. Em 2020, o volume de receitas do varejo registrou o menor patamar de vendas em 10 anos. Assim, apesar do aumento do faturamento real esperado com a data neste ano, o montante financeiro gerado deverá ficar 2,7% abaixo do volume observado na data de 2019.
“Gradativamente, a retomada da economia vai se intensificando e reaquecendo o varejo”, afirma o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros. Segundo ele, a Páscoa representa a sexta data comemorativa mais relevante do calendário do varejo nacional. “A tendência é que as perdas provocadas pela pandemia sejam revertidas com a melhoria do contexto macroeconômico”, aponta Tadros.

