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Ceará confirma 3 casos de gripe K, novo subtipo da Influenza A

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O Ceará confirmou três casos da gripe K, subtipo da influenza A. Dois deles foram registrados em Caucaia, na Região Metropolitana (RMF), e um em Fortaleza. É a primeira vez que a variante é observada no Estado. O novo micro-organismo patogênico está relacionado a maior circulação e casos da influenza.

Os casos foram identificados entre as semanas epidemiológicas 1 e 5, ou seja, entre o dia 4 de janeiro deste ano e o dia 7 de fevereiro. As informações foram divulgadas na última nota técnica da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) sobre a virose.

Segundo o documento, publicado no dia 22 de fevereiro, 11 amostras foram coletadas para análise no período.  Dessas, oito amostras eram do subtipo A (H3N2), sendo três do subclado K.

A nota explica que “historicamente, a H3N2 apresenta uma taxa de mutação mais acelerada que o H1N1, o que leva à formação frequente de novos clados. Essa diversidade, especialmente no que se refere às alterações antigênicas, exige monitoramento contínuo e detalhado da circulação viral”.

Portanto, a gripe K não é transmitida por um vírus totalmente novo, mas resultado de uma evolução genética da influenza A com alta taxa de transmissibilidade.

O primeiro caso desse tipo de gripe no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde em dezembro do ano passado, no Pará. Pouco antes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) haviam emitido alertas sobre a gripe K, em meio à chegada da temporada de gripes nas Américas.

O que é a gripe K?

Segundo o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, o médico epidemiologista Antonio Silva Lima Neto, o “Tanta”, a H3N2 tem dominado o cenário epidemiológico no Ceará neste ano, fato que requer atenção.

“É só esse subtipo [H3N2] que circula nesse momento. E esse subtipo, eventualmente, pode estar associado a essa espécie de variação genômica, é o mesmo subtipo, sendo que ele tem um clado, um galhozinho K, que aumenta a transmissibilidade, mas não muda a virulência e também é protegido por vacina”, explica Tanta.

O médico ainda destaca que, em 2026, houve antecipação da temporada de gripe no País e também no Ceará e isso “pode estar relacionado com esse isolamento do subclado K”.

“Todos os casos em que conseguimos isolar o subtipo da influenza que está circulando, chama-se H3 sazonal, que é um subtipo clássico de influenza sazonal que já ocorre há décadas”, completa.

Quais os sintomas da gripe K?

Apesar de ser catalogada como uma nova variante, por ser um subtipo da influenza A, a gripe K possui os mesmos sintomas de uma gripe comum. Até o momento, não há evidências de que ela possa resultar em quadros de maior gravidade. Os principais sintomas da gripe K são: Dor no corpo; Dor de garganta; Tosse; ​Febre.

Como se prevenir?

Assim como os sintomas, os cuidados para evitar a transmissão da gripe K são os mesmos recomendados para outros tipos de gripe: manter as mãos bem higienizadas, dar preferência a ambientes ventilados e evitar contato com pessoas com sintomas. Além disso, quem estiver doente deve usar máscara e utilizar a etiqueta respiratória ao tossir.

Existe vacina contra a gripe K?

A vacinação contra a gripe também é uma medida fundamental para reduzir surtos e evitar complicações da doença. Atualmente, a vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) já protege contra o subclado K. Ela não evita a infecção, mas protege o paciente de quadro mais graves da doença. A campanha de imunização de 2026 ainda vai começar.

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