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Ceará atinge menor taxa de desemprego da série histórica, segundo IBGE

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O Ceará registrou a menor taxa de desemprego de toda a série histórica, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, referente ao terceiro trimestre de 2025. A taxa estadual caiu para 6,4%, representando cerca de 5 mil desempregados a menos do que no mesmo período do ano passado. O resultado é considerado histórico e reflete o crescimento de vagas, especialmente nos setores de serviços e comércio.

Renan Ridley, secretário executivo do Trabalho do Ceará, destacou o impacto do aquecimento sazonal e das oportunidades em diversos setores. “O setor de serviços, o setor de comércio, indústria, nós tivemos um crescimento em todos os setores, mas esses setores principalmente são os setores que, aproximando esse final de ano, tendem a ampliar as suas contratações e acaba que isso se reflete também em meses anteriores por conta do aquecimento para esse período”, afirmou.

Atualmente, o Estado tem 3 milhões e 73 mil pessoas ocupadas, cerca de 70 mil a mais do que no mesmo período de 2024, representando quase 50% da população em idade de trabalhar.

O rendimento médio mensal do cearense também apresentou crescimento, alcançando R$ 2.352,00, aumento de 7,8% em relação ao ano passado. Paulo Barbosa, economista, comentou sobre os efeitos desse avanço na economia. “Então, isso vira consumo, isso impulsiona a economia. Então, as expectativas no curto e médio prazo ainda são muito positivas, apesar da taxa de juros estar elevada.” Além disso, o Estado iniciou a semana oferecendo 3 mil novas vagas de emprego, principalmente em lojas, supermercados e construção civil, reforçando a tendência de redução do desemprego.

Trabalhando com carteira assinada, Mariana Bueno, assessora de Comunicação, comemorou a conquista: “Para mim, atualmente, trabalhar e ir no regime CLT é uma forma de me sentir muito mais segura, de me sentir realizada de certa forma, porque a gente sabe como está o mercado de trabalho, que além de ser difícil de conseguir emprego, na minha área também é muito difícil, e a maioria das empresas do serviço só contratam pela pejotização. Então ter a possibilidade de ser CLT em um momento tão precário para as leis trabalhistas, é uma forma de resistência, querendo ou não.”

Segundo Renan Ridley, o governo estadual e parceiros têm investido na geração de empregos e atração de novos negócios. “Nós temos aí também muitos investimentos atraídos pelo governo do estado do Ceará, seja o Minha Casa Minha Vida, o Entrada Moradia, nós temos as obras estruturantes como a Transnordestina e várias outras ações que estão sendo realizadas no estado e no setor produtivo para ampliar as empresas e negócios que nós já temos aqui ou então atrair novos negócios como é a marca da gestão do nosso governador”, afirmou.

Desafios

Apesar dos avanços, o secretário ressaltou que desafios ainda persistem, principalmente no que diz respeito à qualificação profissional. “Um dos desafios é a qualificação profissional, que também temos pensado ações e executado através de qualificação profissional. Várias secretarias de Estado realizam qualificação profissional. A Secretaria do Trabalho realiza através do Qualificar Mais, do Incluir Mais, de programas de qualificação profissional que nós temos trabalhado junto a parceiros IDT, o Centec, para garantir que a gente tenha cada vez mais pessoas qualificadas para atenderem essa demanda cada vez mais crescente do mercado”, explicou.

A PNAD Contínua também destaca que mais de um milhão de trabalhadores cearenses está no setor privado, consolidando a importância da iniciativa privada na redução do desemprego e na ampliação das oportunidades de trabalho. O bom desempenho do mercado reflete, segundo especialistas, a combinação de investimentos, políticas públicas e expansão das atividades econômicas no Estado.

Para Mariana, o resultado é um incentivo pessoal e profissional: “É com essa segurança de emprego, de carteira assinada, que a gente consegue planejar, se desenvolver e sentir que está resistindo a um mercado de trabalho que, muitas vezes, é instável e desafiador.” O cenário positivo do Ceará serve de exemplo de como políticas públicas, investimentos e qualificação profissional podem impactar diretamente a redução do desemprego.

Fonte: GCMais

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