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Carnaval exige atenção com o pulmão diante de calor, fumaça e infecções respiratórias

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Com a chegada do Carnaval e o aumento das festas de rua, blocos e eventos com grande concentração de pessoas, especialistas alertam para os cuidados com a saúde respiratória durante o período. O pneumologista Dr. Ernando chama atenção para fatores como exposição à fumaça, esforço físico intenso, calor e circulação de vírus, que podem desencadear ou agravar problemas pulmonares.

Segundo o médico, ambientes com aglomeração favorecem a transmissão de infecções respiratórias, especialmente viroses, gripes e crises alérgicas. “Durante o Carnaval, as pessoas passam mais tempo em locais cheios, muitas vezes com ventilação limitada, o que aumenta o risco de contágio e de irritação das vias aéreas”, explica.

Outro ponto de atenção é a exposição à fumaça de cigarro, vape e narguilé, comum em festas e camarotes. Mesmo quem não fuma pode sofrer impactos. “O fumante passivo também inala substâncias tóxicas que irritam os brônquios e podem provocar tosse, falta de ar e chiado no peito”, destaca o pneumologista.

O calor intenso e a desidratação também contribuem para o agravamento de sintomas respiratórios. Isso porque o ressecamento das vias aéreas reduz a proteção natural do sistema respiratório e facilita processos inflamatórios. Pessoas com asma, bronquite, rinite alérgica e DPOC devem redobrar os cuidados.

O especialista orienta que pacientes com doenças respiratórias crônicas não interrompam o uso das medicações de controle e levem sempre os remédios de resgate ao sair para a folia. “É importante manter o tratamento regular e ter o broncodilatador por perto, caso surja uma crise”, reforça.

Entre as medidas preventivas recomendadas estão manter boa hidratação, evitar exposição prolongada à fumaça, descansar entre os períodos de esforço físico e procurar locais mais ventilados. Caso surjam sintomas como falta de ar persistente, dor no peito, tosse intensa ou febre, a recomendação é buscar atendimento médico.

“O Carnaval pode ser aproveitado com segurança, desde que a pessoa respeite os limites do próprio corpo e não negligencie a saúde respiratória”, conclui Dr. Ernando.

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