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Bullying e cyberbullying: acompanhamento dos pais é vital para rede de apoio

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A preocupação dos pais com o bem-estar emocional de seus filhos vai além das fronteiras físicas da escola. Na última segunda-feira (15), o Governo Federal sancionou uma lei que inclui o bullying e o cyberbullying como crimes no Código Penal brasileiro.

A medida se dá na esteira das inúmeras mudanças observadas ante os novos cenários pedagógicos que se remoldam constantemente, indicando que detectar e prevenir essas práticas tornou-se uma missão crucial na educação de crianças e adolescentes.

Primeiramente, é essencial manter um diálogo aberto com os filhos, incentivando-os a compartilhar suas experiências, observando mudanças repentinas de comportamento, como isolamento ou recusa em ir à escola.

No ambiente digital, supervisionar as atividades online é fundamental. Conhecer as redes sociais que os filhos utilizam e entender suas interações é uma maneira eficaz de identificar possíveis situações de cyberbullying, embora sabendo que estabelecer regras claras sobre o uso da internet e incentivar a comunicação sobre qualquer desconforto são tarefas extremamente difíceis. O acompanhamento, porém, é mais que importante: é fundamental para evitar que o quadro se agrave.

Além disso, educar os filhos sobre a importância do respeito às diferenças desde cedo promove uma cultura de inclusão. Ensinar empatia e o impacto das palavras e ações nas outras pessoas é crucial para formar cidadãos conscientes. Isto, somado ao incentivo à denúncia de casos de bullying, tanto na escola quanto online, cria um ambiente em que as vítimas se sintam apoiadas e encorajadas a falar sobre suas experiências.

Por fim, a colaboração entre pais, escola e comunidade é essencial. Participar de reuniões escolares, conhecer os profissionais envolvidos na educação dos filhos e estar atento às políticas anti-bullying implementadas pela escola são medidas que fortalecem a rede de apoio. Juntos, pais e educadores podem criar um ambiente seguro, onde as crianças se sintam protegidas, tanto no mundo físico como no virtual.

Por Alissa Costa Venuto, psicóloga do Sesc Fortaleza

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