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Autismo: Pais também precisam de apoio psicológico

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O mês de conscientização do Autismo também traz um alerta sobre a necessidade de pais ou responsáveis por pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) cuidarem da saúde emocional. De acordo com a psicóloga Taislaine Monteiro, a família é extremamente afetada quando se descobre o diagnóstico.

“É apresentado uma série de informações novas em que a família irá precisar lidar e também entender o melhor tratamento para o filho, isso gera uma sobrecarga enorme e, na maioria dos casos, a família vai precisar ter um acompanhamento terapêutico também, que irá ajudar na aceitação, compreensão dos seus próprios sentimentos e aprender a lidar com tudo isso de um jeito mais assertivo possível. Além das orientações parentais que o terapeuta responsável pelo caso da criança precisará oferecer”, explica Taislaine, especialista no tratamento do autismo.

Taislaine ressalta ainda que pessoas autistas têm direito ao Benefício da Prestação de Contas Continuada através da Lei Orgânica de Assistência Social (BPC/LOAS), um benefício assistencial pago pelo governo federal a pessoas com deficiência, incluindo o autismo. A solicitação deve ser feita junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo da residência do indivíduo para realizar o cadastro único.

“Muitas famílias não sabem que têm direito, por isso é importante ampliarmos essa informação já que o benefício pode ajudar, e muito, no tratamento de pessoas com autismo e de seus familiares”, afirma a especialista, enaltecendo a importante de termos o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, em 2 de abril, uma forma de dar luz a essa e a outras informações não só na data de celebração mas ao longo de todo o mês.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem 70 milhões de pessoas com autismo no mundo. Já no Brasil, a estimativa é de que 2 milhões de pessoas possuam algum grau do transtorno, que é mais predominante em meninos do que em meninas.

“Homens são mais vulneráveis a desordens neurológicas, no caso do autismo estudas apontam alteração no cromossomo X. A porcentagem é que para cada quatro meninos com TEA, há uma é menina”, conta Taislaine.

 

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