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Apenas 10% dos brasileiros sabem que o diabetes afeta a saúde dos rins, segundo pesquisa

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A relação entre doenças crônicas e problemas renais exige atenção redobrada de pacientes e profissionais de saúde. No entanto, para surpresa, de acordo com pesquisa nacional realizada pelo Instituto Datafolha em setembro de 2025, somente 10% dos brasileiros sabem que o diabetes pode comprometer a saúde dos rins.

A doença e a hipertensão são condições bastante comuns na população brasileira e que, quando não controladas adequadamente, podem levar ao comprometimento progressivo da função renal. De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia, o diabetes é responsável por aproximadamente 30% dos casos de doença renal crônica, enquanto outros 35% dos casos entram para a conta da hipertensão.

Segundo o urologista Dr. Emanuel Veras, o risco reside no efeito silencioso dessas doenças sobre o organismo. “Tanto o diabetes quanto a hipertensão provocam alterações nos vasos sanguíneos que irrigam os rins. Com o tempo, isso compromete a capacidade do órgão de filtrar toxinas do sangue, podendo levar à perda gradual da função renal”, explica. Muitas vezes, ainda de acordo com o médico, os primeiros sinais surgem apenas quando o quadro já está mais avançado, o que reforça a importância do acompanhamento preventivo.

No caso da diabetes, o excesso de glicose no sangue pode danificar estruturas microscópicas dos rins chamadas glomérulos, responsáveis pela filtragem. Já a hipertensão aumenta a pressão dentro dos vasos sanguíneos renais, provocando lesões. “Quando essas doenças permanecem descontroladas por muitos anos, o risco de evolução para insuficiência renal aumenta consideravelmente”, alerta o médico.

Para reduzir esses riscos, é recomendado controlar rigorosamente a glicemia e a pressão arterial, além de adotar hábitos saudáveis. Manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de sal, evitar o tabagismo, praticar atividade física regularmente e ingerir água em quantidade adequada são medidas que ajudam a proteger os rins. Exames periódicos de sangue e urina também são fundamentais para identificar precocemente alterações na função renal.

De acordo com o Dr. Veras, o acompanhamento médico regular é a melhor estratégia para evitar complicações mais graves. “Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível conter a evolução das doenças e preservar a função dos rins por muitos anos”, afirma.

O especialista também reforça que o cuidado contínuo com a saúde metabólica impacta diretamente no bem-estar geral: “O acompanhamento médico regular protege não apenas a saúde renal, mas também a saúde sexual, contribuindo para manter qualidade de vida ao longo dos anos”.

 

 

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