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Outubro Rosa: Ceará deve registrar 3.250 novos casos de câncer de mama por ano até 2028

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O Ceará deve registrar 3.250 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde. Somente em Fortaleza, a previsão é de 1.200 novos diagnósticos anuais. Os números reforçam a importância do Outubro Rosa, campanha de conscientização realizada ao longo de todo o mês para estimular a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento.

A estimativa corresponde a uma taxa de 67,83 novos casos para cada 100 mil mulheres no Ceará. Em Fortaleza, o índice chega a 85,80 casos por 100 mil mulheres. Os dados evidenciam a dimensão da doença no Estado e reforçam a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre fatores de risco, sinais de alerta e exames de rastreamento.

No Brasil, o INCA estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026-2028, o equivalente a aproximadamente 215 diagnósticos por dia. A doença representa cerca de 30% dos novos casos de câncer entre as mulheres brasileiras, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

A mortalidade também preocupa. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), divulgados pelo INCA, registraram 20.849 mortes por câncer de mama no Brasil em 2024. O cenário reforça a importância de identificar a doença em fases iniciais e garantir que as pacientes tenham acesso ao tratamento em tempo oportuno.

Prevenção do câncer de mama

Embora não seja possível evitar todos os casos de câncer de mama, hábitos saudáveis podem contribuir para reduzir o risco de desenvolvimento da doença. O câncer de mama ocorre quando células anormais passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando tumores que podem apresentar diferentes características e comportamentos.

A oncologista Dra. Lucíola Borges, do Hospital Cura d’Ars, da Rede São Camilo, explica que a idade é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença, principalmente após os 50 anos. Histórico familiar, alterações hormonais, excesso de peso, sedentarismo, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas também estão entre os fatores que merecem atenção.

Segundo a especialista, algumas mudanças de hábitos podem contribuir para a prevenção. “A boa notícia é que alguns hábitos podem ajudar a reduzir esse risco: manter um peso saudável, praticar atividade física, evitar bebidas alcoólicas, cessação do tabagismo e amamentar são medidas que podem contribuir para a prevenção”, orienta.

O histórico familiar também deve ser levado em consideração. Mulheres que possuem casos de câncer de mama ou de ovário entre parentes próximos podem precisar de uma avaliação individualizada. A ausência de antecedentes familiares, no entanto, não significa que a mulher esteja livre do risco de desenvolver a doença.

Conhecer o próprio corpo também é importante. A identificação de alterações nas mamas pode levar à procura de atendimento médico e acelerar o início da investigação.

“Também é importante conhecer o próprio corpo, ficar atento às alterações das mamas, como caroços, mudanças no formato ou na pele, alterações no mamilo ou secreções. Ao perceber alterações persistentes, procure um serviço de saúde para avaliação”, alerta a oncologista.

Mamografia ajuda no diagnóstico precoce

A mamografia é um dos principais exames utilizados para identificar alterações nas mamas antes mesmo do surgimento de sintomas. O exame pode detectar lesões pequenas que não são percebidas pela própria paciente.

De acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde, a mamografia de rastreamento deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 74 anos. No Sistema Único de Saúde (SUS), o exame também pode ser realizado por demanda por mulheres de 40 a 49 anos, com orientação profissional sobre os riscos e benefícios.

Para mulheres com maior risco de desenvolver câncer de mama, especialmente aquelas com histórico familiar significativo, a recomendação é buscar uma avaliação individualizada para definir a estratégia de acompanhamento mais adequada.

A Dra. Lucíola ressalta que a mamografia é uma ferramenta importante para o rastreamento, mas que o cuidado com a saúde das mamas não deve ficar restrito aos exames periódicos. A avaliação médica é fundamental para determinar a necessidade de exames complementares e a melhor conduta para cada paciente.

O diagnóstico precoce aumenta, em geral, as possibilidades de tratamento em fases mais favoráveis da doença. Conforme as características do tumor, o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia ou outras modalidades terapêuticas.

Em Fortaleza, o Hospital Cura d’Ars, integrante da Rede São Camilo, possui um Centro Oncológico com atendimento especializado desde o diagnóstico até diferentes etapas do tratamento. A estrutura oferece cirurgia oncológica, quimioterapia e radioterapia, de acordo com as necessidades clínicas de cada paciente.

Para a oncologista, os cuidados com a saúde das mamas devem fazer parte da rotina das mulheres durante todo o ano, e não apenas no período de campanhas de conscientização.

“Conheça seu corpo, mantenha seus exames em dia, procure atendimento diante de qualquer alteração. Cuidar, prevenir e diagnosticar cedo podem fazer toda a diferença”, ressalta a médica.

O Outubro Rosa, portanto, vai além do incentivo à realização de exames. A campanha reforça a importância de transformar a informação em cuidados permanentes, com atenção aos fatores de risco, reconhecimento dos sinais de alerta e busca por diagnóstico e tratamento adequados.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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