O Ceará alcançou a segunda colocação nacional no Ranking de Eficiência dos Estados, elaborado pelo Datafolha. O estado obteve índice 0,665, atrás apenas do Paraná (0,734) e à frente de São Paulo (0,637).
O levantamento avalia como os estados transformam os recursos disponíveis em serviços para a população, considerando educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças.
O resultado do Estado foi alcançado mesmo após o Ceará registrar a menor Receita Corrente Líquida (RCL) per capita do Brasil, fixada em R$ 4.275.
Confira o Ranking de Eficiência dos Estados completo abaixo:
O ranking é liderado pelo Paraná, com índice de 0,734, seguido pelo Ceará, com 0,665, e por São Paulo, com 0,637. Também figuram entre os estados classificados como mais eficientes Santa Catarina, Piauí, Paraíba e Minas Gerais.
- Paraná: 0,734
- Ceará: 0,665
- São Paulo: 0,637
- Santa Catarina: 0,612
- Piauí: 0,596
- Paraíba: 0,561
- Minas Gerais: 0,552
- Rio Grande do Sul: 0,545
- Goiás: 0,541
- Espírito Santo: 0,536
- Pernambuco: 0,504
- Mato Grosso do Sul: 0,458
- Maranhão: 0,458
- Sergipe: 0,399
- Tocantins: 0,375
- Mato Grosso: 0,368
- Alagoas: 0,368
- Rio de Janeiro: 0,354
- Rondônia: 0,354
- Rio Grande do Norte: 0,303
- Bahia: 0,301
- Amazonas: 0,291
- Pará: 0,237
- Roraima: 0,233
- Acre: 0,166
- Amapá: 0,110
Ranking
Desenvolvido pela Folha de São Paulo em parceria com o Datafolha, o estudo avalia a capacidade dos governos estaduais de converter recursos públicos em resultados concretos nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e gestão fiscal.
Um dos principais destaques do levantamento é justamente o desempenho cearense em relação à capacidade financeira. O estudo mostra que o Ceará ocupa a vice-liderança nacional mesmo tendo a menor Receita Corrente Líquida (RCL) per capita do país, de R$ 4.275, valor 38% inferior à média nacional, estimada em R$ 6.913.
Na avaliação do REE-F, isso significa que o Estado consegue entregar mais resultados à população com menos recursos, superando unidades da Federação que possuem arrecadação muito superior.
Contraste
O contraste aparece nas últimas posições do ranking. Estados como Amapá, Acre e Roraima, beneficiados por receitas per capita elevadas, figuram entre os menos eficientes na transformação desses recursos em serviços públicos.
A metodologia do estudo atribui peso dobrado aos indicadores de educação e saúde, por serem áreas que recebem percentuais mínimos de investimento determinados pela Constituição Federal. Também são considerados indicadores de infraestrutura, segurança pública e equilíbrio das contas estaduais.
O levantamento divide os estados em quatro categorias de desempenho: Eficiente, Alguma Eficiência, Pouca Eficiência e Ineficiente. Apenas sete estados alcançaram a classificação máxima, com índice igual ou superior a 0,550, entre eles o Ceará, consolidando o Estado entre as principais referências nacionais em gestão pública eficiente.

