O varejo farmacêutico brasileiro movimentou R$ 130,2 bilhões no primeiro semestre, alta de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da IQVIA divulgado pela Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil (Abafarma). No período, foram comercializadas 4,3 bilhões de unidades, crescimento de 3,2% na comparação anual.
Considerando o acumulado de 12 meses encerrados em junho, o faturamento do setor chegou a R$ 258,3 bilhões, avanço de 10,7%, enquanto o volume vendido cresceu 3,7%, para 8,6 bilhões de unidades.
Os distribuidores responderam por aproximadamente 55% das unidades comercializadas nos pontos de venda em todo o País no período de 12 meses até junho. As vendas diretas das indústrias aos estabelecimentos representaram os 45% restantes.
No mercado de distribuição, as vendas somaram R$ 68,8 bilhões no primeiro semestre, alta de 6,6%. As 14 empresas associadas à Abafarma movimentaram R$ 42,7 bilhões, expansão de 10% na comparação com o primeiro semestre de 2025.
No acumulado de 12 meses até junho, as associadas da entidade movimentaram R$ 84,8 bilhões, equivalente a 62,1% do mercado nacional de distribuição para o varejo farmacêutico, que somou R$ 136,4 bilhões no período.
O Nordeste registrou a maior expansão das vendas dos distribuidores em valor nos 12 meses encerrados em junho, com alta de 7,6%. Na sequência ficaram Norte, com 7%; Sudeste, 6,8%; Sul, 6,7%; e Centro-Oeste, 4,4%.
Apesar do maior ritmo de crescimento nordestino, o Sudeste permaneceu como principal mercado do país, concentrando 44,6% das vendas da distribuição. O Nordeste respondeu por 22,1%, seguido pelo Sul, com 15,7%; Centro-Oeste, com 11%; e Norte, com 6,6%.
No acumulado de 12 meses até junho, as associadas da Abafarma responderam por 36,8% das vendas de genéricos MIP no mercado de distribuição, por 45,3% dos genéricos de prescrição médica e por 77,8% dos medicamentos de marca. As empresas associadas atendem 85.352 pontos de dispensação em todo o País, entre farmácias e drogarias.

