Uma conversa, uma escuta atenta ou simplesmente estar disponível para alguém que não está bem pode fazer toda a diferença. É com esse olhar que a campanha Setembro Amarelo reforça importância de falar sobre saúde mental, acolher sem julgamentos e buscar ajuda quando necessário.
Em Fortaleza, a população conta com uma Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) formada por 16 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades de Acolhimento, leitos de saúde mental em hospitais gerais e residências terapêuticas. Em 2026, 260 servidores concursados foram convocados para atuar na RAPS.
Além dos atendimentos individuais, psicológicos e psiquiátricos, os CAPS promovem atividades coletivas, terapias em grupo e ações que estimulam a convivência e o fortalecimento de vínculos.
Segundo a gerente de Saúde Mental de Fortaleza, Núbia Caetano, o cuidado também começa nas relações do dia a dia.
“Muitas vezes, a pessoa precisa apenas encontrar um espaço seguro para falar sobre o que está sentindo. Escutar com atenção, sem julgamentos, também é uma forma de cuidado e pode ser o primeiro passo para que ela procure ajuda”, explica.
Programação
Durante todo o mês, os CAPS e outros serviços da RAPS ampliam as ações relacionadas ao Setembro Amarelo, com rodas de conversa, atividades externas, exibição de filmes e momentos de terapia em grupo. As iniciativas buscam estimular o diálogo, a convivência e a escuta empática.
Embora setembro seja o mês de maior visibilidade da campanha, as ações de promoção da saúde mental são desenvolvidas durante todo o ano.
A busca por atendimento pode começar nos postos de saúde. As equipes da Atenção Primária acolhem as demandas de saúde mental e, quando necessário, encaminham os usuários para os CAPS e outros serviços especializados da rede.

