A imagem tradicional do comprador do primeiro imóvel está mudando. O consumidor que chega hoje ao mercado imobiliário é mais jovem, vive em famílias menores, pesquisa antes de visitar um empreendimento e valoriza uma experiência de compra conectada. Para esse público, conquistar a casa própria representa independência, mas também a busca por uma moradia que acompanhe sua rotina, com segurança, lazer, praticidade e boa localização.
Os dados mais recentes ajudam a dimensionar essa transformação. Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) aponta que 62% dos consumidores da Geração Z manifestam algum grau de intenção de comprar um imóvel nos próximos 24 meses. O levantamento também mostra que a intenção geral de compra chegou a 52% no segundo trimestre de 2026, maior índice da série histórica iniciada em 2019.
Outra pesquisa, realizada pela Ipsos-Ipec a pedido do Grupo QuintoAndar, já havia mostrado que 50% dos jovens de 18 a 28 anos pretendiam comprar um imóvel, percentual superior à média nacional de 41%. Ela também identificou a entrada da Geração Z no mercado imobiliário como uma tendência relevante para o setor.
O imóvel precisa acompanhar a rotina
Para esse novo consumidor, o tamanho do apartamento deixou de ser o único critério de decisão. A estrutura oferecida pelo condomínio, a segurança, a localização e as possibilidades de lazer passaram a fazer parte da avaliação sobre o custo-benefício do imóvel. É um comportamento que exige das incorporadoras uma compreensão mais ampla sobre como as novas gerações desejam morar.
“O primeiro imóvel deixou de ser visto apenas como uma conquista patrimonial e passou a representar uma escolha de vida. Esse consumidor chega mais informado, sabe o que procura e espera encontrar em um único empreendimento soluções que facilitem o dia a dia e acompanhem suas novas formas de viver”, afirma Clausens Duarte, diretor-presidente da CR Duarte Engenharia.

