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Agosto marca a volta às aulas e temporada dos ventos elevam risco de doenças respiratórias

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Agosto marca o início da temporada dos ventos no Ceará, período caracterizado pelo clima mais seco e pela maior circulação de poeira e outras partículas no ar. Com a volta às aulas e o retorno da convivência em ambientes fechados, a combinação desses fatores favorece o aumento de doenças respiratórias, como gripes, resfriados, rinites, sinusites e crises de asma, exigindo atenção redobrada das famílias.

Segundo o farmacêutico Maurício Filizola, presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, embora os ventos não sejam responsáveis pela transmissão de vírus, eles contribuem para o ressecamento das vias respiratórias e para a dispersão de agentes que desencadeiam alergias, deixando muitas pessoas mais suscetíveis a infecções e ao agravamento de doenças respiratórias.

“Com o retorno das crianças às escolas, há um aumento natural da circulação de vírus respiratórios. Somado às características climáticas típicas de agosto no Ceará, esse cenário exige a adoção de medidas preventivas simples, que ajudam a proteger toda a família”, explica Maurício, que também é presidente da CDL Fortaleza.

Entre as principais recomendações estão manter a vacinação em dia, higienizar frequentemente as mãos, consumir bastante água para evitar o ressecamento das vias respiratórias, manter uma alimentação equilibrada e respeitar as horas de sono. Em casa, a limpeza deve ser feita, preferencialmente, com pano úmido, reduzindo o levantamento de poeira, além de manter os ambientes sempre que possível ventilados.

Maurício destaca ainda que pessoas com rinite alérgica, sinusite, asma e outras doenças respiratórias crônicas devem ficar ainda mais atentas durante esse período. Ao surgirem sintomas persistentes, como febre, falta de ar, tosse intensa ou dificuldade para respirar, a orientação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação.

“As doenças respiratórias podem apresentar sintomas semelhantes, mas nem sempre exigem o mesmo tratamento. O uso inadequado de medicamentos pode mascarar quadros mais graves e retardar o diagnóstico correto. Por isso, é fundamental buscar orientação de um profissional de saúde”, ressalta o profissional.

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