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Férias escolares: especialista orienta sobre ócio criativo, uso de telas e equilíbrio na rotina dos filhos

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O período de férias escolares altera significativamente a dinâmica familiar, trazendo o desafio de gerenciar o tempo livre das crianças e adolescentes. Para além de preencher o calendário com atividades estruturadas, especialistas apontam que o recesso é uma oportunidade para desacelerar e priorizar o bem-estar emocional e físico dos estudantes.

A psicóloga e neuropsicóloga Sarah Rebeca Barreto explica que o chamado “ócio criativo” desempenha um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo. Em vez de superestimular os filhos com programações contínuas, os responsáveis devem incentivar a ocupação em espaços ao ar livre.

“O contato com parques, praias e a natureza de forma geral estimula a criatividade e a autonomia que o ambiente acadêmico ou as telas muitas vezes limitam. É um momento propício para reduzir o tempo diante de smartphones, tablets e televisões, um consumo que, neste período, exige atenção redobrada dos pais quanto ao conteúdo e limites de uso”, afirma a profissional.

O manejo do tédio e a redução de demandas

Uma das principais queixas dos pais durante as férias é a recorrente reclamação de tédio por parte das crianças. Segundo a especialista, o sentimento não deve ser encarado como um problema a ser resolvido imediatamente com distrações digitais ou obrigações.

Sarah Rebeca esclarece que lidar com a ausência de tarefas é parte do processo de amadurecimento emocional. “É natural que as crianças reclamem por não terem o que fazer, pois a rotina escolar é altamente estruturada. Os pais precisam normalizar esse período de menos demandas. O tédio é, muitas vezes, o gatilho necessário para que a criança desenvolva novas formas de brincar e pensar por conta própria. O foco deve ser a qualidade das interações, e não a quantidade de atividades.”

Diálogo e equilíbrio na alimentação

Outro aspecto que sofre alterações com a permanência prolongada em casa é o comportamento alimentar. O aumento do tempo livre frequentemente se reflete em pedidos constantes para “beliscar” ou em falsos sinais de fome, muitas vezes associados à ansiedade ou à falta de ocupação.

A recomendação é que as famílias utilizem esse período para dialogar abertamente sobre a alimentação, estabelecendo um equilíbrio sem rigidez excessiva, mas mantendo a organização das principais refeições. O envolvimento dos filhos no preparo dos alimentos, por exemplo, pode ser uma alternativa para conscientizar sobre escolhas saudáveis de maneira lúdica.

Saúde mental e o retorno às aulas

O planejamento equilibrado das férias reflete diretamente no desempenho do estudante a longo prazo. O período de descanso funciona como um regulador do estresse acumulado ao longo dos primeiros meses do ano.

“Um período de férias bem aproveitado, respeitando o tempo de descanso e o convívio familiar, faz bem à saúde mental e recarrega as energias necessárias para o segundo semestre nas escolas. O retorno às aulas ocorre de forma mais fluida quando o cérebro teve a oportunidade de vivenciar momentos de relaxamento autêntico”, conclui Sarah Rebeca Barreto.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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