O Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), celebrou, na última terça-feira, 30 de junho, a marca de 200 cirurgias realizadas pelo programa Mãos que Sustentam, serviço de alta complexidade voltado à correção de deformidades da coluna em crianças e adolescentes.
A solenidade integrou a programação do Junho Verde, mês de conscientização sobre a escoliose, e reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde, além da secretária da Saúde do Ceará (Sesa), Tânia Mara Coelho, e representantes do Ministério Público do Ceará.
Durante a cerimônia, a titular da Sesa destacou a ampliação da assistência cirúrgica no estado e afirmou que o programa evidencia como o Sistema Único de Saúde (SUS) transforma vidas: “estamos completando 900 mil cirurgias eletivas em um semestre no Ceará. Há cinco anos, esse número era alcançado em um ano”, contou.
“Neste momento, os depoimentos das famílias e a apresentação dos casos pelos profissionais de saúde dão rosto aos números e mostram o impacto desse serviço na promoção da dignidade de crianças e de suas famílias”, afirmou.

Programa amplia acesso ao tratamento
Criado em 2023, o Mãos que Sustentam realizou 200 cirurgias. O serviço atende, principalmente, pacientes com casos graves de escoliose e oferece acompanhamento multiprofissional desde o diagnóstico até a reabilitação, envolvendo ortopedistas, pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e estomaterapeutas.
Segundo o ortopedista do Hias, José Alberto Alves, os resultados do tratamento vão além da correção da deformidade.
“São pacientes que conviviam com dores, limitações e o preconceito. Quem trabalha na assistência sabe que um procedimento de escoliose vai muito além da cirurgia. Ela devolve qualidade de vida. Permite que uma criança volte a brincar sem dor e um adolescente volte a sonhar sem carregar o peso de uma doença que limita o presente e compromete o futuro”, destacou.
A escoliose é uma alteração que provoca uma curvatura na coluna vertebral. “Nos casos mais graves, pode causar dores intensas, dificuldades respiratórias, limitação dos movimentos e impactos na autoestima e na convivência social”, explicou José Alberto.
O acesso ao programa ocorre por meio da rede pública de saúde. A criança ou o adolescente é avaliado inicialmente no município de origem e, quando há indicação, é encaminhado pela Sesa ao Albert Sabin.

