Um grupo de 28 crianças e adolescentes com autismo, pertencentes à Associação Fortaleza Azul (FAZ), acompanhados por profissionais e familiares, participou de uma atividade terapêutica em comunidade no São João de Maracanaú. A experiência foi uma oportunidade de fortalecimento da independência, da participação social e da confiança em diferentes contextos do cotidiano. A ação foi realizada no último dia 17 de junho.
Durante a programação, os participantes visitaram a cidade cenográfica, realizaram atividades de autonomia, como compras e escolhas de alimentos, participaram de uma quadrilha improvisada e assistiram às apresentações no quadródromo, além de vivenciarem momentos de lazer, interação social e contato com a cultura nordestina.
A ação contou com a participação dos profissionais Talita Costa (psicóloga), Rafael Pinheiro (psicólogo), Mateus Borges (psicólogo) e Denise Evangelista (psiquiatra) das clínicas Ser Bem, Nex_lume e Vivenciar. A presença dos especialistas reforça a importância de intervenções que ultrapassam os ambientes clínicos e acontecem nos contextos reais onde a vida acontece. Essas experiências ampliam os ganhos terapêuticos ao possibilitar a generalização de habilidades para situações concretas, fortalecendo a autonomia, a inclusão e o desenvolvimento social das pessoas autistas em seu cotidiano.
“Mais do que um passeio, a atividade teve um papel terapêutico significativo. Vivências como essa promovem de forma concreta o desenvolvimento da autonomia, das habilidades sociais e da comunicação, aspectos fundamentais para a qualidade de vida das pessoas autistas. Além disso, estimulam a flexibilidade cognitiva ao favorecer o enfrentamento de mudanças de rotina, novos ambientes, diferentes pessoas e situações inesperadas, contribuindo para uma adaptação mais segura e funcional aos desafios do dia a dia”, explica a psicopedagoga e ativista da causa autista Daniela Botelho.
A presença ativa de pessoas autistas em espaços comunitários e culturais é essencial para fortalecer a inclusão social, ampliar oportunidades de participação e promover o reconhecimento de seus direitos como cidadãos. Ao ocupar esses ambientes, os participantes exercitam competências importantes para a vida cotidiana e ampliam seus repertórios de interação, comunicação e convivência. Em uma única saída, é possível trabalhar habilidades relacionadas à linguagem, tolerância à espera, tomada de decisões, independência, autorregulação e participação efetiva na comunidade, favorecendo maior autonomia e engajamento social.
Confira imagens da visita:







