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Câncer de rim exige atenção ao diagnóstico precoce; avanços ampliam chances de cura no Ceará

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Embora não figure entre os tipos de câncer mais incidentes do país, o câncer de rim segue como uma preocupação crescente para a saúde pública. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra milhares de novos casos da doença todos os anos, acompanhando uma tendência mundial associada ao envelhecimento populacional e à maior exposição a fatores de risco como obesidade, tabagismo, hipertensão arterial e sedentarismo.

As estimativas mais recentes do INCA indicam aumento contínuo da carga do câncer no país, que deve registrar cerca de 781 mil novos casos anuais de 2026 até 2028.

No Ceará, o fortalecimento da rede oncológica e a ampliação do acesso a tecnologias de alta complexidade têm contribuído para melhorar o tratamento dos tumores urológicos, incluindo o câncer renal. Entre os avanços mais relevantes está a expansão da cirurgia robótica, técnica minimamente invasiva que permite maior precisão na retirada dos tumores e reduz o tempo de recuperação dos pacientes.

O estado também tem ampliado a oferta de tratamentos sistêmicos modernos para casos avançados da doença, incluindo terapias-alvo e imunoterapia, consideradas marcos na oncologia renal contemporânea.

Segundo o uro-oncologista e cirurgião robótico Dr. Emanuel Veras, o tratamento do câncer de rim evoluiu significativamente nos últimos anos, aumentando as possibilidades de controle da doença e de preservação da qualidade de vida dos pacientes.

“Atualmente, sempre que possível, nós priorizamos cirurgias conservadoras, retirando apenas o tumor e preservando o restante do rim. A cirurgia robótica trouxe ainda mais precisão para esses procedimentos, e, em casos mais avançados, a combinação de imunoterapia e terapias-alvo tem proporcionado resultados cada vez mais expressivos, aumentando a sobrevida e oferecendo melhores perspectivas aos pacientes”, explica.

A boa notícia é que, quando identificado precocemente, o câncer de rim apresenta elevadas taxas de cura. No entanto, a doença costuma evoluir de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais. Quando presentes, sinais como sangue na urina, dor lombar persistente e perda de peso sem causa aparente merecem investigação médica.

Por isso, a prevenção e o acompanhamento regular da saúde continuam sendo as principais estratégias de combate à doença. Embora não exista um exame de rastreamento populacional específico para o câncer renal, avaliações médicas periódicas podem favorecer o diagnóstico precoce de alterações nos rins e em outros órgãos do sistema urinário.

“O principal cuidado é controlar os fatores de risco, portanto não fumar, manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente e controlar a pressão arterial, por exemplo. Além disso, homens e mulheres devem incorporar o hábito de realizar avaliações médicas preventivas”, pontua Dr. Veras.

Na urologia, recomenda-se que os homens iniciem consultas regulares por volta dos 40 anos, ou antes quando houver fatores de risco ou histórico familiar de doenças urológicas. As mulheres também podem se beneficiar da avaliação urológica sempre que apresentarem sintomas urinários ou fatores de risco específicos. “Quanto mais cedo identificamos qualquer alteração, maiores são as chances de tratamento bem-sucedido”, destaca o médico.

Especialistas ressaltam que a conscientização sobre os fatores de risco e a busca por atendimento médico antes do surgimento de sintomas graves continuam sendo as ferramentas mais eficazes para reduzir o impacto da doença. Em um cenário de avanços tecnológicos e terapêuticos cada vez mais expressivos, o diagnóstico precoce permanece como o principal aliado dos pacientes na luta contra o câncer de rim.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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