A Universidade Federal do Ceará (UFC) conquistou a 14ª posição nacional no ranking do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) com 44 patentes de invenção depositadas no ano de 2025. No documento divulgado pelo INPI (https://abre.ai/posq), autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a UFC se destacou também com dez patentes registradas em colaboração com outras universidades públicas e empresas, como a Petrobras.
As solicitações de patentes da UFC advêm de diversas áreas do conhecimento, em especial dos campos de Química, Engenharia Agrícola, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Saúde, Energias Renováveis, Tecnologia da Informação, Engenharias e Biomassa. Dados de depósitos de patentes, marcas e desenhos industriais são indicadores relevantes para medir impactos na sociedade e em múltiplos setores da economia, com soluções concretas e ganhos em termos de desenvolvimento, empreendedorismo e inovação tecnológica.
Segundo a titular da Coordenadoria de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia da Pró-Reitoria de Inovação e Relações Interinstitucionais (Prointer), professora Cláudia do Ó Pessoa, a classificação da UFC entre as 15 instituições com maior quantidade de patentes depositadas demonstra maturidade institucional e reconhecimento da política de inovação da universidade.
“A UFC conta com um ecossistema de inovação consolidado e preparado para dialogar com o setor produtivo, contribuindo para reduzir o hiato historicamente existente entre a academia e o setor empresarial. Dessa forma, buscamos fortalecer os processos de transferência de tecnologia e de conhecimento, viabilizando a transformação dos resultados de pesquisa em soluções aplicáveis por spin-offs, startups e empresas de diferentes portes”, apontou.
Para o pró-reitor de Inovação e Relações Interinstitucionais e diretor da Agência de Inovação da UFC (UFC Inova), professor José de Paula Barros Neto, esse resultado reflete todo o esforço dos últimos anos em promover letramento e dar visibilidade para a ciência e os pesquisadores da instituição.
“Estar nesse ranking é muito interessante, porque nós estamos no topo das principais universidades que desenvolvem patentes no Brasil. Quanto mais projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, mais oportunidades de depósito de patentes no INPI. A gente tem feito um trabalho para dar mais celeridade aos processos com segurança jurídica para nos aproximarmos dos inventores e incentivar as pessoas a depositarem mais”, afirmou.

