Celebrado em 21 de junho, o Dia Nacional de Controle da Asma reforça a importância do diagnóstico, da prevenção e do acompanhamento regular da doença. A data coincide com a chegada do inverno no Brasil, período em que mudanças de temperatura, maior permanência em ambientes fechados, contato com poeira, mofo, ácaros e infecções respiratórias podem favorecer a piora dos sintomas. Apesar de ser uma condição comum, a asma ainda é cercada por dúvidas e, muitas vezes, só recebe atenção quando as crises se tornam frequentes ou interferem diretamente na rotina do paciente.
Em Fortaleza, o pneumologista Dr. Ernando Sousa alerta que tosse persistente, chiado no peito, falta de ar e sensação de aperto torácico não devem ser tratados como sintomas comuns quando se repetem ou interferem na rotina. A asma é uma doença inflamatória crônica e pode ser controlada com acompanhamento adequado.
“O maior erro é normalizar a falta de ar. Quando o paciente entende seus gatilhos e segue o tratamento corretamente, é possível reduzir crises, melhorar qualidade de vida e evitar idas desnecessárias à emergência”, explica Dr. Ernando Sousa.
O especialista reforça que automedicação, abandono do tratamento e uso incorreto de dispositivos inalatórios podem comprometer o controle da doença. Segundo Dr. Ernando, muitos pacientes usam apenas medicamentos de alívio durante as crises, mas não mantêm o tratamento controlador indicado para reduzir a inflamação dos brônquios.
“A bombinha não pode ser vista como vilã. O problema está no uso errado, na falta de orientação e na interrupção do tratamento sem avaliação médica. Quando o paciente é bem acompanhado, ele entende a diferença entre aliviar uma crise e controlar a doença”, destaca.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, a base do tratamento da asma persistente envolve o uso contínuo de medicamentos com ação anti-inflamatória, especialmente os corticosteroides inalatórios, associados ou não a broncodilatadores conforme avaliação médica.
A orientação é buscar atendimento diante de sintomas recorrentes, principalmente em crianças, idosos, pessoas com histórico de alergias respiratórias e pacientes que apresentam tosse à noite, cansaço aos esforços ou crises após exposição a frio, poeira, fumaça, cheiros fortes e infecções respiratórias.

