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Harmonização facial auxilia pacientes na recuperação da autoestima após AVC

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O aumento dos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil tem ampliado discussões não apenas sobre os impactos neurológicos da doença, mas também sobre as consequências emocionais e estéticas enfrentadas pelos pacientes no processo de recuperação. Entre as sequelas mais comuns estão assimetrias faciais, perda de volume e comprometimento das expressões do rosto, fatores que podem afetar diretamente a autoestima e a reintegração social.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o AVC permanece entre as principais causas de morte e incapacidade no País, com mais de 100 mil óbitos registrados anualmente. Especialistas também observam um crescimento de casos em pessoas mais jovens, associado a fatores como estresse, sedentarismo, hipertensão arterial e hábitos de vida inadequados.

Nesse cenário, a harmonização facial tem surgido como uma alternativa complementar no processo de reabilitação, aliando aspectos funcionais e estéticos na recuperação dos pacientes.

Segundo a biomédica Camila Bandeira, especialista em harmonização facial, os procedimentos podem ajudar a minimizar sequelas deixadas pelo AVC, especialmente em casos que envolvem alterações musculares e perda de simetria facial.

“A harmonização facial, quando bem indicada, pode ajudar a restaurar a simetria do rosto, devolver volume em áreas afetadas e suavizar marcas que surgem após o AVC. Mais do que estética, estamos falando de devolver ao paciente a sua identidade, algo que impacta diretamente na autoestima e na qualidade de vida”, explica.

Entre os recursos mais utilizados estão o preenchimento com ácido hialurônico, indicado para reposição de volume e correção de assimetrias, além da aplicação de toxina botulínica, que pode auxiliar no controle de músculos hiperativos ou compensatórios, favorecendo maior equilíbrio facial.

Especialistas ressaltam, no entanto, que o acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, fisioterapeutas e profissionais da estética avançada, garantindo segurança durante todo o processo de recuperação.

Além das mudanças físicas, o impacto emocional também é considerado relevante. Pacientes que passaram por AVC frequentemente enfrentam dificuldades relacionadas à autoimagem, o que pode comprometer a confiança, a convivência social e até o retorno às atividades profissionais.

“A recuperação vai muito além da parte clínica. Quando o paciente volta a se reconhecer no espelho, isso acelera também o processo emocional. A harmonização entra como uma ferramenta de apoio, respeitando sempre os limites e o momento de cada pessoa”, reforça Camila Bandeira.

Com a busca crescente por qualidade de vida no pós-doença, abordagens integradas que unem saúde, funcionalidade e estética tendem a ganhar cada vez mais espaço no cuidado de pacientes que enfrentam sequelas após o AVC.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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