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Leite faz bem? Nutricionista explica os benefícios e pontos de atenção com a bebida

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O leite está no centro de um dos maiores debates nutricionais da atualidade. Enquanto para alguns é um “alimento completo” e indispensável, para outros, é fonte de inflamação e desconforto. Porém, para a maioria das pessoas, o leite continua sendo uma fonte nutricional presente no dia a dia.

Esse alimento é rico em nutrientes como proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas do complexo B (como B2 e B12), vitaminas A e D, e minerais vitais como o cálcio. Segundo a nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Camila Alho, o leite pode auxiliar na saúde óssea, dental e muscular.

“Essa dicotomia surge porque os benefícios ou não do leite dependem da genética, da idade e da qualidade da dieta de cada indivíduo. A resposta do organismo ao consumo de leite não é universal, pois está ligada à capacidade de produzir a enzima lactase para digerir a lactose. Indivíduos com intolerância experimentarão efeitos negativos que não ocorrerão em quem a produz em quantidade suficiente”, comenta.

Além da genética, a idade deve ser considerada. Segundo a nutricionista, a produção de lactase tende a diminuir após a infância, o que explica por que algumas pessoas que consumiam leite sem problemas na juventude podem desenvolver intolerância ou sensibilidade na idade adulta.

“As necessidades nutricionais e a saúde óssea variam ao longo da vida. Por isso, o leite pode ser uma excelente fonte de cálcio, vitamina D e proteínas de alto valor biológico para uma pessoa cuja dieta é deficiente nesses nutrientes. Enquanto, para alguém que já consome uma dieta rica e balanceada, o leite pode adicionar calorias e gorduras desnecessárias”, ressalta Camila.

Em casos de consumo excessivo, a especialista explica que esse exagero pode até desequilibrar o quadro nutricional geral. Portanto, a avaliação se o leite é benéfico ou não deve sempre ser feita dentro do panorama de saúde e dos hábitos alimentares da pessoa.

Como consumir o leite sem exageros?

A recomendação geral se baseia na resposta individual do corpo. De acordo com a nutricionista, para quem digere bem e aprecia, 1 a 2 porções diárias são suficientes e contribuem significativamente para atingir as metas de cálcio e proteína.

“Para quem não gosta ou não pode consumir leite, é necessário compensar a ausência com outras fontes de cálcio, ou seja vegetais verde-escuros como couve, brócolis, etc., sementes, como a de gergelim, e sardinha”, explica Camila.

Além disso, é importante desmistificar o “perigo” do leite de caixinha. O processo UHT (Ultra High Temperature) elimina bactérias e preserva a maioria dos nutrientes. Para a especialista, o impacto do leite de caixinha, muitas vezes, é o açúcar adicionado ao copo, como nos achocolatados, e não o leite em si.

“Se você sente que o leite o deixa estufado ou pesado, seu corpo está dando um sinal de que é melhor buscar alternativas. Mas se você bebe e se sente bem, ele continua sendo um aliado prático e nutricionalmente positivo para a sua saúde,” conlcui a nutricionista.

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