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Papa Leão XIV abre a Semana Santa com a tradicional missa do Domingo de Ramos

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O Papa Leão XIV deu início às celebrações da Semana Santa, neste domingo (29), com a tradicional missa de Domingo de Ramos no Vaticano.

O Papa Leão XIV fez um convite para seguir Cristo, “que se apresenta como Rei da paz”, luz do mundo e que permanece firme na mansidão, diante de uma violência que o rodeia, inclusive com o plano de uma condenação à morte.

“Enquanto Jesus percorre o caminho da cruz, coloquemo-nos atrás d’Ele, sigamos os seus passos. E, caminhando com Ele, contemplemos a sua paixão pela humanidade, o seu coração que se parte, a sua vida que se torna dom de amor.”

O pedido foi feito nesse domingo numa Praça São Pedro que ficou lotada de fiéis. Fiéis que carregavam ramos, de diferentes espécies e tipos, unidos pelo único desejo de caminhar juntos pela mesma fé compartilhada, como foi feito logo no início da celebração: após a bênção dos ramos pelo Pontífice e a proclamação do Evangelho que narra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, a procissão solene com cantos recordou os judeus no tempo de Jesus.

Na homilia voltada para o mistério da Paixão, o Papa recordou Jesus, como Rei da paz, em diferentes circunstâncias, desde quando entrou “em Jerusalém montado num jumento, não num cavalo, cumprindo a antiga profecia que convidava a exultar pela chegada do Messias”, até quando foi “carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas”. Em todo momento Jesus “não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra. Manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência, e, em vez de se salvar a si mesmo, deixou-se cravar na cruz, para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade”:

“Irmãos, irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue».”

Convidados a olhar para Jesus, “que foi crucificado por nós, vemos os crucificados da humanidade”, disse o Papa: mulheres e homens feridos, “sem esperança, doentes, sozinhos”. Mas, “sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra. Da sua cruz, Cristo, Rei da paz, ainda clama: Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!”.

Ao final da homilia, Leão XIV usou das palavras do Servo de Deus, o bispo italiano Tonino Bello (1935-1993), conhecido como “profeta da paz” e “bispo dos últimos” pelo empenho junto aos pobres e injustiçados, para confiar à Maria Santíssima, “que está ao pé da cruz do Filho e chora também aos pés dos crucificados de hoje”, o seguinte clamor:

“«Santa Maria, mulher do terceiro dia, dá-nos a certeza de que, apesar de tudo, a morte já não terá mais poder sobre nós. Que os dias das injustiças dos povos estão contados. Que os clarões das guerras se estão a reduzir a luzes crepusculares. Que os sofrimentos dos pobres chegaram aos seus últimos suspiros. […] E que, finalmente, as lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a geada ao sol da primavera» (Maria, mulher de nossos dias).”

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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