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Inadimplência de aluguel no Ceará registra menor taxa dos últimos 12 meses

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A inadimplência de aluguel no Ceará registrou a menor taxa dos últimos 12 meses, saindo de 5,06%, em dezembro, para 3,48%, em janeiro, com variação de 1,58 ponto percentual. Já no comparativo com o mesmo período de 2025 (4,17%), houve diminuição de 0,69 ponto percentual. Apesar da queda, o índice no estado ficou acima da média nacional, de 3,29%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no país.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, “a queda na taxa mostra que o Ceará pode ter um respiro e continuar diminuindo a inadimplência, mas o sinal de alerta deve continuar ligado. O índice segue acima da média nacional, o que exige atenção e reforça a necessidade de atenção contínua ao cenário econômico, especialmente diante das possíveis pressões inflacionárias e altas nos juros nos próximos meses”.

Em janeiro, a região Norte voltou ao topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,03%, enquanto o Nordeste, no topo desde junho de 2025, inicia 2026 em segundo lugar, com 3,96% – uma diminuição de 1,27 ponto percentual, ante 5,23% de dezembro. A região Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,28%, um recuo de 0,25 ponto percentual, após 3,53% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,16% – leve aumento de 0,01 ponto percentual em relação a dezembro (3,15%) –, e o Sul com 2,46%, mantendo a menor taxa do país, também com queda de 0,22 ponto percentual em relação ao mês anterior (2,68%).

Na região Nordeste, os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel, com 6,90% em janeiro, após um aumento de 1,64 ponto percentual em relação a dezembro (8,54%). Em seguida, aparecem as casas, com 4,74% – diminuição de 1,92 ponto percentual frente aos 6,66% do mês anterior – e a inadimplência de apartamentos teve queda de 2,66%, em dezembro, para 2,14%, em janeiro.

No cenário nacional, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve queda expressiva de 1,27 ponto percentual, em janeiro, com média de 4,77% contra 6,04%, em dezembro. Com este recuo, os imóveis na faixa de até R$ 1.000 registraram a maior taxa no período no segmento residencial, apesar de uma redução de 0,13 ponto percentual, saindo de 5,89% para 5,76%, em janeiro. A inadimplência de imóveis de R$ 3.000 a R$ 5.000 e R$ 2.000 a R$ 3.000 foram as mais baixas, com taxas de 1,76% e 1,82%, respectivamente.

“Apesar da queda na inadimplência na faixa de até R$ 1.000, essa categoria teve a maior taxa em janeiro, o que pode indicar um aperto maior neste início de ano para as famílias de menor renda. Ainda é cedo para cravar uma tendência: será preciso acompanhar os próximos meses para entender se é um movimento pontual, especialmente porque, ao longo de 2025, a faixa acima de R$ 13.000 concentrou os maiores níveis de inadimplência”, analisa Gonçalves.

Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,22%, mas teve redução expressiva de 0,84 ponto percentual na comparação com o mês anterior (8,06%). A segunda maior taxa foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 5,48%. Já a menor foi na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, de 3,78%.

Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos caiu pela terceira vez seguida, para 2,15%, após alcançar 2,23% em dezembro; a de casas teve queda de 3,74% para 3,54%. Os imóveis comerciais também apresentaram recuo, de 4,65% de inadimplência, em dezembro, para 4,46%, no último mês.

 

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