Neste sábado (28), a imprensa oficial do Governo do Irã confirmou a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, que governou o povo iraniano por 40 anos. A confirmação ocorre horas após um bombardeio conjunto realizado pelos Estados Unidos e Israel, que atingiu um complexo utilizado pelo líder em Teerã.
Inicialmente, o regime iraniano havia negado o óbito, com porta-vozes afirmando que Khamenei estava “bem e seguro”. No entanto, após o agravamento da situação interna, o falecimento foi admitido.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia divulgado, por meio da rede social dele, a Truth Social, a morte do aiatolá. Conforme o comunicado de Trump, “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da História, está morto. Isso não é apenas Justiça para o povo do Irã, mas para todos os Grandes Americanos e para aquelas pessoas de muitos Países ao redor do Mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e sua gangue de CAPANGAS sanguinários”.
A confirmação da morte foi divulgada pela agência Fars em perfil no X e no Telegram, segundo o portal g1. “O líder supremo da Revolução foi martirizado”, disseram as publicações. Segundo ainda a mensagem, o gabinete de governo declarou 40 dias de luto nacional.
Quem era Ali Khamenei
Ali Khamenei, nascido em 1939, governava o Irã com “mão de ferro” desde 1989, quando sucedeu o aiatolá Khomeini. Como líder supremo, ele detinha a última palavra em decisões estratégicas, segurança, forças armadas e política externa. Seu comando foi marcado por uma repressão severa a opositores e por uma postura de confronto direto com o Ocidente.

