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Inadimplência de aluguel no Ceará fecha 2025 em queda, aponta levantamento

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A inadimplência de aluguel no Ceará registrou queda em 2025, saindo de 5,86%, em 2024, para 5,12%, com variação de 0,74 ponto percentual. Apesar da queda, o índice no estado ficou bem acima da média nacional no ano, que foi de 3,50%, e levemente abaixo dos 5,15% da região nordeste. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no país.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, “a queda na taxa mostra que o Ceará pode ter um respiro e continuar diminuindo a inadimplência em 2026, mas o sinal de alerta continua ligado. O índice segue elevado e acima da média nacional, o que exige atenção contínua ao cenário econômico, especialmente diante das possíveis pressões inflacionárias e altas nos juros nos próximos meses.”

Na região Nordeste, os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel, com 8,19%, aumento de 0,68 ponto percentual, em 2025, ante os 7,51% de 2024. Em seguida, aparecem as casas, com 6,41% – aumento de 0,17 ponto percentual na comparação com o ano anterior – e apartamentos, que chegaram a 3,14% de inadimplência e a uma diminuição de 1,75 ponto percentual neste ano.

No primeiro semestre, as regiões Norte e Nordeste alternaram entre as maiores taxas do ano – com o Norte liberando em janeiro, fevereiro, março e maio. Já no segundo semestre, o Nordeste registrou, em todos os meses, as maiores taxas do Brasil, com pico em outubro (6,84%). Na comparação anual, a região Nordeste manteve o índice mais alto do país, com 5,15%, mas com uma queda de 0,68 ponto percentual em relação a 2024 (5,83%). O Norte fechou o ano com inadimplência de 4,88%, recuo de 0,70 ponto percentual também em comparação com o ano anterior.

O Centro-Oeste teve o terceiro posto do pódio de 2025, com 3,59% (aumento de 0,42 ponto percentual ante 2024), com Sudeste (3,24% ante 3,12%) e Sul (2,89% ante 2,75%) na conclusão do ranking. “As taxas dessas regiões são mais baixas em relação ao Norte e Nordeste, mas tiveram aumento em relação ao ano anterior, o que acende um alerta para essas regiões também”, pondera Gonçalves.

No âmbito nacional, o levantamento mostra ainda que os imóveis comerciais registraram taxas de inadimplência mais altas do que os residenciais (apartamentos e casas). Apartamentos, casas e prédios comerciais registraram médias de 2,36%, 3,79% e 4,84% em 2025, respectivamente. Enquanto casas e comércios tiveram crescimentos respectivos de 0,01 e 0,40 pontos percentuais, os apartamentos tiveram queda de 0,08 ponto percentual.

Além de registrar o maior aumento ano contra ano, os imóveis comerciais lideraram a inadimplência durante 2025, com taxas entre 4,12% e 5,55% – pico marcado em setembro. “Esse tipo de imóvel pode ser mais afetado considerando a instabilidade econômica e os desafios enfrentados por empresas, refletindo muitas vezes as dificuldades financeiras de empreendedores brasileiros”, analisa o especialista.

Gonçalves destaca ainda que o ano ficou marcado pela maior taxa de juros em quase duas décadas (15% da Selic) e a perda da força da atividade econômica no Brasil após três anos consecutivos de crescimento – a expectativa de aumento é de 2,6% para 2025 contra 3,4% em 2024.

“São fatores que impactam diretamente no poder de compra das famílias brasileiras e no pagamento das despesas. É preciso começar o ano com cuidado e atenção para manter as contas em dia e evitar problemas no futuro”, alerta.

 

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