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Empresas pagam mais impostos do que deveriam por falta de revisão tributária

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Em meio à complexidade do sistema fiscal brasileiro, um problema silencioso vem impactando o caixa de pequenas e médias empresas: o pagamento de tributos acima do necessário por falhas de enquadramento e ausência de planejamento tributário contínuo.

Segundo Davi Vasconcelos, diretor da Norral Contabilidade, cerca de 60% das empresas que chegam ao escritório apresentam algum tipo de pagamento indevido ou estrutura tributária desatualizada. “Muitos negócios começam no Simples Nacional por praticidade, mas, com o crescimento do faturamento ou mudança de atividade, deixam de revisar se o regime ainda é vantajoso”, afirma.

Erros na classificação de serviços, aplicação incorreta de alíquotas e falta de aproveitamento de créditos fiscais estão entre as falhas mais recorrentes. O cenário se agrava diante da alta complexidade tributária: dados da Receita Federal apontam que empresas brasileiras chegam a gastar mais de 1.500 horas por ano apenas para cumprir obrigações fiscais.

Para o especialista, a contabilidade estratégica tem papel decisivo na sustentabilidade financeira das empresas. “Quando há planejamento, o imposto deixa de ser apenas custo e passa a ser uma variável de gestão. A empresa ganha previsibilidade, melhora o fluxo de caixa e reduz riscos jurídicos”, destaca.

Entre os sinais de alerta estão crescimento sem aumento proporcional do lucro, carga tributária elevada, multas recorrentes e ausência de relatórios claros para tomada de decisão. “Revisar a estrutura tributária não é gasto extra, é um movimento necessário para proteger margem e competitividade”, conclui.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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