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Baliza não será mais obrigatória em prova prática da CNH no Ceará

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A baliza não será mais obrigatória na prova prática para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Ceará, segundo anunciou Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE) nesta segunda-feira (2). A nova diretriz seguirá o novo Manual Brasileiro de Exame de Direção Veicular, da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), publicado no domingo (1º).

Para se adaptar à mudança, o Detran-CE constituiu uma comissão interna, e vai seguir integralmente as diretrizes do Senatran. A exclusão da baliza da prova prática, assim com outras adequações, será implementada durante todo o mês de fevereiro.

Como o exame será padronizado em todo o Brasil, é preciso realizar modificações nos sistemas internos de cada Detran.

Na semana passada, o Detran cearense havia afirmado que o teste continuaria, após alguns estados anunciarem o fim da baliza. O órgão de trânsito, porém, havia adiantando que a decisão poderia mudar após a publicação do manual.

Exigência desproporcional, diz Senatran

No Manual atualizado, a Senatran classificou a exigência da baliza como “desproporcional”, pois erros na manobra, como a não conclusão em tempo determinado, eram equiparados, no quesito avaliativo, a condutas com risco à segurança viária, como andar na contramão, avançar o sinal vermelho e desrespeitar a prioridade de pedestres em travessias.

“A imposição de parada intermediária para execução de manobra específica, desvinculada do contexto real de uso do veículo, contribuiu para elevar artificialmente os índices de reprovação, sem correspondente ganho em segurança viária”, diz trecho do manual.

O secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, pontuou que a não obrigatoriedade da baliza não foi instituída para tornar o exame mais fácil, e sim, “mais real”.

“A mudança da baliza como etapa principal e eliminatória acontece porque ela virou, ao longo do tempo, um exercício artificial, cheio de regras que não dialogam com a condução no mundo real. A baliza passa a ser tratada como o que ela é na vida cotidiana: estacionamento, ao final do percurso. Sem aquele ritual mecânico que nada mede sobre direção segura”, explica.

Fonte: Diário do Nordeste

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