A Prefeitura de Fortaleza passou a integrar, na quinta-feira, 29 de janeiro, o Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI), iniciativa do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) voltada à proteção de dados e ao fortalecimento dos sistemas digitais do poder público. Com a adesão, a capital cearense torna-se o primeiro ente federado, além da própria União, a formalizar participação no programa.
A proposta é elevar o nível de maturidade em segurança da informação na administração municipal, com foco na prevenção a vazamentos de dados, fraudes e ataques cibernéticos, em um cenário de crescimento dos crimes digitais.
Ao assinar o termo, o prefeito Evandro Leitão afirmou que a integração entre os entes públicos tem sido decisiva para a modernização da gestão. “Precisamos avançar de forma acelerada na transformação digital e na implantação de soluções em inteligência artificial. O foco é melhorar o atendimento à população”, disse.
O diretor de Privacidade e Segurança Cibernética do MGI, Leonardo Ferreira, destacou o caráter pioneiro da capital. “Fortaleza é o primeiro município do Brasil a aderir oficialmente ao programa. Desde a pandemia, observamos uma migração do crime patrimonial para os golpes eletrônicos, que crescem cerca de 25% ao ano”, afirmou.
Segundo ele, o PPSI atua em duas frentes: reforço das estruturas internas de proteção e ampliação da segurança dos serviços digitais oferecidos ao cidadão. “A plataforma gov.br já reúne mais de 173 milhões de usuários, o que exige políticas robustas de privacidade”, acrescentou.
A Controladoria e Ouvidoria Geral do Município informou que servidores já iniciaram capacitações para implementar a metodologia em toda a Prefeitura.
No mesmo movimento, Fortaleza também foi selecionada para a Coalizão de Cidades para a Inteligência Artificial no Brasil (CIIAR), rede apoiada pelo BID Lab para troca de experiências sobre uso ético de IA na gestão pública, ao lado de capitais como Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

