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Sana consolida Ceará como polo da cultura pop e movimenta mais de R$ 200 milhões na economia

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O Sana Fest, maior evento geek, gamer e pop das regiões Norte e Nordeste, ultrapassou há muito tempo o status de festival de entretenimento. Criado em 2001, o evento se consolidou como um dos principais motores da economia criativa no Ceará, transformando Fortaleza em referência nacional na cultura pop, na inovação e na inclusão cultural.

Segundo dados da Fundação Cultural Nipônica Brasileira (FCNB), responsável pela realização do festival, o Sana já movimentou mais de R$ 200 milhões na economia local ao longo de sua história, beneficiando diretamente setores como turismo, comércio, hotelaria e gastronomia.

Somente nos últimos 10 anos, o impacto econômico estimado chega a cerca de R$ 200 milhões, com aproximadamente R$ 30 milhões gerados apenas na edição mais recente. Em 2025, a Superamostra Nacional de Animes, integrada à programação do Sana, reuniu mais de 110 mil pessoas ao longo de três dias, reforçando a capacidade de atração do evento e seu peso no calendário cultural do Estado.

De evento nichado a movimento cultural

Para o presidente da FCNB, Daniel Braga, o Sana passou por um processo de amadurecimento que reflete as transformações da própria cultura pop. “O Sana, por ser um evento muito longo, começou realmente bem nichado, focado em anime e cultura japonesa, há 25 anos. Com o decorrer do tempo, foi se tornando um evento bem amplo, atendendo várias linguagens culturais”, explica, em entrevista ao Opinião CE.

Segundo ele, hoje o festival reúne manifestações contemporâneas como hip-hop, HQs, filmes e séries internacionais, além de dialogar com expressões tradicionais da cultura cearense. “Aqui no Ceará aconteceu um fenômeno muito interessante, que foi o sincretismo cultural. Quando ações de cultura tradicional acontecem dentro do Sana, o público reage muito bem. Nesta edição, teremos uma apresentação de um mestre da cultura junto com o pessoal da Batalha de Rima”, destaca.

Jovens de diferentes regiões do Ceará participam da programação do Sana, que une cultura pop, tecnologia e inclusão social. Foto: Divulgação/Setur

Daniel Braga ressalta ainda que o Sana extrapola o impacto cultural e se firma como um projeto de alcance social. “Hoje temos dentro do evento o Sana Sports, que começou no Bom Jardim com o taekwondo e hoje está no Vila União com futebol, na Caucaia também com taekwondo. Temos robótica sustentável no Quintino Cunha, um projeto que recebe lixo eletrônico e transforma esse material em robôs. O Sana, além do impacto cultural, tem um impacto social muito grande na cidade e no Estado”, afirma.

Fonte: Opinião CE

 

 

 

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