O setor de panificação no Brasil segue em plena ascensão, consolidando-se como um dos mercados mais promissores para quem pretende abrir um novo negócio e iniciar a carreira como empreendedor. Em 2025, o país assistiu a abertura de mais de 75 mil novos pequenos negócios no segmento de padarias, um volume 26% superior ao registrado em 2024, quando 59.590 empresas foram estabelecidas.
“É uma combinação de fatores que tem apoiado a abertura de empresas do setor, mas precisamos entender que a Economia é comportamento. E este comportamento revela o momento de otimismo que vive o nosso país. Já chegamos a menor taxa de desemprego dos últimos doze anos, de 5,2%”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.
“Ao mesmo tempo em que o Brasil cresce está gerando processo de inclusão, o que faz aquecer a economia do país. Estamos pulverizando oportunidades e um exemplo é o segmento das padarias, Décio Lima, presidente nacional do Sebrae.
O estudo foi elaborado com base em dados da Receita Federal e considera atividades enquadradas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), como fabricação de produtos de panificação industrial, produção própria de padaria e confeitaria e estabelecimentos com predominância de revenda.

Do total de negócios abertos em 2025, 89,6% são microempreendedores individuais (MEI), o equivalente a 67,3 mil registros. As microempresas somam 6,6 mil novas unidades, representando 8,8%, enquanto as empresas de pequeno porte respondem por 1,5%, com cerca de 1,1 mil registros. A distribuição evidencia o caráter acessível e dinâmico do setor para diferentes perfis de empreendedores.
Além da expansão no número de empresas, a panificação também ampliou seu impacto econômico. Em 2024, o segmento alcançou faturamento de R$ 153,3 bilhões, crescimento de 10,9% em relação ao ano anterior, conforme dados do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação.
O setor de panificação também alcançou, em julho de 2025, o maior nível de empregabilidade dos últimos 15 anos, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Os dados mostram que o total de trabalhadores formais no segmento chegou a 568 mil, o que representa um crescimento de aproximadamente 160 mil trabalhadores em comparação a 2010, e aumento de quase 40%, superior ao crescimento de 10% observado no mercado de trabalho como um todo.
Fonte: Agência Sebrae

