Home Saúde Medicamentos para emagrecer ajudam no tratamento da esteatose hepática?

Medicamentos para emagrecer ajudam no tratamento da esteatose hepática?

4 min read
0
0
90

A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma condição cada vez mais frequente e diretamente relacionada ao sobrepeso, à obesidade e às alterações metabólicas, como resistência à insulina e diabetes tipo 2. Com o crescimento do uso de medicamentos para emagrecimento, surge a dúvida: essas terapias também podem auxiliar no tratamento da doença?

De acordo com o Dr. Vagner Chiapetti, endocrinologista e nutrólogo, a resposta é positiva quando o tratamento é bem indicado. “A esteatose hepática está ligada ao excesso de gordura corporal e ao descontrole metabólico. Quando conseguimos uma perda de peso sustentada, o fígado responde de forma muito favorável, reduzindo o acúmulo de gordura”, explica o especialista.

A base do tratamento da esteatose hepática não alcoólica envolve mudanças no estilo de vida, com reeducação alimentar, prática regular de atividade física e controle de fatores de risco cardiovascular. Nesse cenário, os medicamentos para emagrecimento podem atuar como importantes aliados.

“Essas medicações auxiliam no controle do apetite, melhoram a sensibilidade à insulina e reduzem processos inflamatórios no organismo. Tudo isso contribui diretamente para a melhora da saúde hepática”, afirma Dr. Chiapetti. Segundo ele, estudos demonstram que uma redução de 5% a 10% do peso corporal já é capaz de promover melhora significativa da esteatose e, em alguns casos, reverter o quadro.

Apesar dos benefícios, o especialista faz um alerta: os medicamentos não devem ser encarados como solução única. “Eles funcionam como parte de um plano terapêutico. Sem mudanças no estilo de vida, os resultados não se sustentam a longo prazo”, destaca.

Além disso, nem todos os pacientes são candidatos a esse tipo de tratamento. “A indicação deve ser individualizada, considerando o grau da esteatose, a presença de obesidade, diabetes e outras doenças associadas”, explica.

Para o endocrinologista, o acompanhamento médico é indispensável. “Estamos lidando com medicamentos que interferem no metabolismo. Por isso, é fundamental monitorar o paciente, avaliar exames e acompanhar a evolução do fígado ao longo do tratamento”, reforça.

Dr. Vagner Chiapetti conclui destacando que o avanço das terapias trouxe novas possibilidades para o tratamento da doença. “Hoje temos recursos mais eficazes para combater a obesidade e, consequentemente, a gordura no fígado. Quando bem indicados e acompanhados, esses medicamentos podem prevenir a progressão da esteatose e reduzir o risco de complicações futuras.”

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Casa de Vovó Dedé abre novas turmas de março com destaque para curso de Ovos de Páscoa

A Casa de Vovó Dedé segue com a programação 2026 do projeto Não à Fome e concentra, neste …