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Professor da Uece é selecionado para curso da USP sobre técnica CRISPR, vencedora do Nobel

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O professor do curso de Ciências Biológicas e coordenador do Laboratório de Biotecnologia e Genômica (Biogen) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Luis Flávio Mendes Saraiva, está entre os 10 pesquisadores selecionados, de um universo de mais de 100 candidatos brasileiros e estrangeiros, para participar de um curso de aprofundamento em Terapia Gênica com a técnica CRISPR-Cas9 (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats).

O curso de capacitação “Hands-on em CRISPR: Capacitação Profissional Presencial para Excelência na Manipulação Genética” será promovido pelo Laboratório de Proteases e Câncer, do Departamento de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), e acontecerá no período de 2 a 6 de março de 2026, em São Paulo.

A técnica CRISPR-Cas9, utilizada para edição do genoma, foi reconhecida com o Prêmio Nobel de Química em 2020 e, segundo o docente da Uece, é considerada uma das principais ferramentas atuais para o desenvolvimento de terapias voltadas ao tratamento e à cura de doenças raras e câncer.

Avanço importante

De acordo com o professor Luis Flávio, a participação no curso representa um avanço importante para o desenvolvimento científico e tecnológico no Estado.

“Dominar o uso da técnica CRISPR-Cas9 exige uma preparação longa, e a realização do curso em um dos centros mais respeitados do Brasil possibilitará o desenvolvimento de pesquisas ainda pouco abordadas, devido à sua complexidade. A terapia gênica, baseada na edição de genes, pode ser aplicada a diferentes áreas, como agricultura, veterinária, bioprocessos e, naturalmente, à área da saúde, pesquisadas na Uece. A técnica envolve o controle da expressão gênica, o que insere o Estado no rol daqueles que desenvolvem pesquisa de ponta com aplicação prática, especialmente no tratamento de doenças até então incuráveis ou restritas ao tratamento farmacológico. O sistema CRISPR já possibilita, inclusive, o tratamento exitoso de doenças como anemia falciforme e beta-talassemia”, argumentou.

O processo de seleção dos pesquisadores levou em conta a pontuação obtida no Curso Avançado em CRISPR: Inovação Biotecnológica em Saúde e Agricultura, do qual foram classificados os candidatos com as maiores notas, entre eles o professor da Uece.

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