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Apenas 8% cumprem metas de Ano Novo e planejamento estratégico surge como ferramenta para resoluções

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O período de virada de ano é tradicionalmente marcado por reflexões, balanços e promessas de mudança. No entanto, dados mostram que a maioria dessas resoluções não se sustenta ao longo dos meses. Apenas 8% das pessoas conseguem cumprir as metas estabelecidas no início do ano, enquanto a grande maioria abandona os objetivos ainda nos primeiros meses, segundo estudo da Universidade de Scranton (EUA).

Neste cenário, o planejamento estratégico deixa de ser um conceito corporativo e passa a se consolidar como uma ferramenta prática para transformar intenção em resultado, tanto na vida profissional quanto pessoal.

Para a Dra. Silvia Letícia, advogada com mais de 10 anos de experiência em gestão jurídica corporativa, saber exatamente onde se quer chegar é o primeiro passo para mudar esse índice. “Quando existe definição de objetivos, é possível utilizar ferramentas simples e acessíveis que funcionam como um guia prático para decisões e prioridades ao longo do ano”, afirma.

Entre essas ferramentas está a análise SWOT, uma das mais conhecidas no mercado, que permite identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Embora amplamente utilizada por empresas e escritórios, a metodologia também pode ser aplicada à gestão da vida pessoal. “Não é uma ferramenta complexa. Hoje é possível encontrar modelos gratuitos e orientações claras para aplicação, inclusive fora do ambiente corporativo”, explica a Dra. Silvia Letícia.

Outra metodologia destacada é o 5W2H, que ajuda a estruturar planos de ação de forma objetiva, definindo o que será feito, por quem, quando, como e com quais recursos. “Essas ferramentas permitem identificar onde o resultado não veio no ano que passou e construir, desde já, um plano concreto para corrigir a rota em 2026”, pontua.

Para a advogada, o termo ‘planejamento estratégico’ ainda assusta muitas pessoas por parecer burocrático, mas, na prática, trata-se apenas de organizar objetivos com estratégia e método. “Planejar não é engessar. É criar direção, tanto para decisões profissionais quanto para escolhas pessoais”, conclui.

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