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Fim de ano sem colapsar: como lidar com sobrecarga, metas e pressões emocionais

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O fim do ano costuma ser sinônimo de celebrações, mas também de esgotamento. Entre metas não cumpridas, excesso de compromissos e a pressão por “fechar o ciclo com tudo em dia”, muitas pessoas chegam a dezembro emocionalmente drenadas. A terapeuta ocupacional e mentora emocional Fran Santos alerta que este é o período em que o corpo e a mente pedem uma pausa — e ignorar esses sinais pode custar caro à saúde mental.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou em 2024 mais de 472 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, o maior número em uma década. O índice cresceu 68% em relação a 2023, impulsionado por quadros de ansiedade, depressão e síndrome de burnout.

A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) estima que 30% dos trabalhadores brasileiros convivem com sinais de esgotamento, e levantamento da ADP Research revela que 67% dos profissionais afirmam que o estresse já impactou negativamente o desempenho no trabalho.

“O cérebro interpreta o acúmulo de tarefas, emoções e expectativas como uma ameaça, e isso dispara o estado de alerta. O resultado é irritação, insônia, cansaço mental e sensação de fracasso. É o corpo dizendo que precisa de regulação”, explica Fran.

Para a especialista, o encerramento do ano costuma intensificar essas reações, já que as pessoas tentam compensar em poucas semanas o que não conseguiram realizar ao longo do ano inteiro. “Há uma cobrança por entregar, estar presente em eventos, dar conta de tudo — e isso leva à exaustão física e emocional”, acrescenta.

Fran ensina que o segredo para atravessar esse período sem colapsar está em três atitudes simples: autorregulação emocional, planejamento realista e imposição de limites saudáveis. “Não é hora de tentar dar conta de tudo, mas de escolher o que realmente importa. Planejar o emocional é tão importante quanto planejar as finanças. E colocar limites é um ato de autocuidado — não de egoísmo”, orienta.

A terapeuta também recomenda pequenas pausas ao longo do dia, técnicas de respiração consciente e momentos de descanso sem culpa. “Fechar o ano bem não é encerrar todas as pendências, é conseguir respirar com leveza. É estar em paz, não esgotado”, reforça.

Para ela, a chegada de dezembro deve servir como um lembrete de que o verdadeiro sucesso não está em fazer mais, mas em se manter bem. “Quando o corpo dá sinais de fadiga, o descanso deixa de ser luxo e se torna necessidade. A pausa é o que permite recomeçar de forma mais leve e consciente”, conclui.

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