Home Saúde Fim de ano sem colapsar: como lidar com sobrecarga, metas e pressões emocionais

Fim de ano sem colapsar: como lidar com sobrecarga, metas e pressões emocionais

5 min read
0
0
860

O fim do ano costuma ser sinônimo de celebrações, mas também de esgotamento. Entre metas não cumpridas, excesso de compromissos e a pressão por “fechar o ciclo com tudo em dia”, muitas pessoas chegam a dezembro emocionalmente drenadas. A terapeuta ocupacional e mentora emocional Fran Santos alerta que este é o período em que o corpo e a mente pedem uma pausa — e ignorar esses sinais pode custar caro à saúde mental.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou em 2024 mais de 472 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, o maior número em uma década. O índice cresceu 68% em relação a 2023, impulsionado por quadros de ansiedade, depressão e síndrome de burnout.

A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) estima que 30% dos trabalhadores brasileiros convivem com sinais de esgotamento, e levantamento da ADP Research revela que 67% dos profissionais afirmam que o estresse já impactou negativamente o desempenho no trabalho.

“O cérebro interpreta o acúmulo de tarefas, emoções e expectativas como uma ameaça, e isso dispara o estado de alerta. O resultado é irritação, insônia, cansaço mental e sensação de fracasso. É o corpo dizendo que precisa de regulação”, explica Fran.

Para a especialista, o encerramento do ano costuma intensificar essas reações, já que as pessoas tentam compensar em poucas semanas o que não conseguiram realizar ao longo do ano inteiro. “Há uma cobrança por entregar, estar presente em eventos, dar conta de tudo — e isso leva à exaustão física e emocional”, acrescenta.

Fran ensina que o segredo para atravessar esse período sem colapsar está em três atitudes simples: autorregulação emocional, planejamento realista e imposição de limites saudáveis. “Não é hora de tentar dar conta de tudo, mas de escolher o que realmente importa. Planejar o emocional é tão importante quanto planejar as finanças. E colocar limites é um ato de autocuidado — não de egoísmo”, orienta.

A terapeuta também recomenda pequenas pausas ao longo do dia, técnicas de respiração consciente e momentos de descanso sem culpa. “Fechar o ano bem não é encerrar todas as pendências, é conseguir respirar com leveza. É estar em paz, não esgotado”, reforça.

Para ela, a chegada de dezembro deve servir como um lembrete de que o verdadeiro sucesso não está em fazer mais, mas em se manter bem. “Quando o corpo dá sinais de fadiga, o descanso deixa de ser luxo e se torna necessidade. A pausa é o que permite recomeçar de forma mais leve e consciente”, conclui.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Dor de cabeça no fim do dia pode estar vindo dos olhos? Saiba quando investigar a visão

Depois de horas no computador é comum sentir peso ao redor dos olhos, visão embaçada e dif…