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Dezembro Vermelho destaca avanços que permitem qualidade de vida plena às pessoas vivendo com HIV

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A campanha Dezembro Vermelho, dedicada à conscientização sobre o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, ganha este ano um enfoque importante: mostrar como a evolução dos tratamentos tem permitido que pessoas vivendo com HIV mantenham vida longa, ativa e com segurança.

Em meio aos mitos ainda existentes sobre a doença, especialistas reforçam que o HIV, quando diagnosticado precocemente e tratado de forma contínua, tornou-se uma condição crônica controlável, semelhante a outras doenças que exigem acompanhamento regular.

Segundo o Ministério da Saúde, 140 mil pessoas no Brasil utilizam terapia antirretroviral diariamente, com taxas crescentes de supressão viral. A carga viral indetectável impede a progressão da infecção e elimina o risco de transmissão sexual, premissa científica consolidada mundialmente como “Indetectável = Intransmissível”. Para os especialistas, essa informação deve ser fortalecida para quebrar estigmas e ampliar o autocuidado.

“A pessoa que segue o tratamento corretamente mantém sua saúde estável, não transmite o vírus e pode estudar, trabalhar, construir família e planejar o futuro com total autonomia”, afirma o Dr. Antônio Mauro, Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Oto Meireles e Oto Santos Dumont.

Modernos, que reduzem efeitos colaterais e permitem esquemas com apenas um comprimido ao dia, o cuidado integral inclui suporte psicológico, orientação nutricional e acompanhamento regular. Segundo o especialista, essa abordagem ampla faz diferença direta na rotina.

“A qualidade de vida está associada ao controle do vírus, mas deve ser também sobre acolhimento, com isso combater o estigma e oferecer acesso facilitado aos serviços de saúde. Quando o paciente encontra um ambiente seguro e sem julgamentos, a adesão ao tratamento melhora significativamente”, complementa.

O Dezembro Vermelho se mantém como momento estratégico para reforçar que viver com HIV hoje não significa limitação, mas sim a necessidade de cuidado contínuo e acesso adequado às tecnologias disponíveis. A campanha também reforça a importância da testagem regular, para que o diagnóstico seja precoce e permita que mais pessoas se beneficiem dos avanços conquistados na última década.

Com tratamento adequado e acompanhamento estruturado, indivíduos vivendo com HIV têm expectativa de vida semelhante à da população geral e podem levar uma rotina plena, produtiva e saudável.

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Carregar mais por Kátia Alves
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