Com a chegada de dezembro, milhões de brasileiros começam a receber a segunda parcela do 13º salário, benefício previsto na Constituição e considerado um importante reforço financeiro no fim do ano. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 92,2 milhões de pessoas foram contempladas com o abono em 2024, com valor médio estimado em R$ 3.096,78.
Planejamento financeiro é essencial para usar bem o 13º salário
Para Wanádia Martins, assessora de investimentos da XP no Ceará, o 13º deve ser encarado como uma oportunidade para reorganizar as finanças, pagar dívidas e construir segurança futura. A especialista reforça que o primeiro passo é ter uma visão global do orçamento pessoal. “Ter uma visão completa do seu orçamento é fundamental para tomar as melhores decisões. Quando essa análise é feita com calma e antecedência, sem o calor da emoção, ela certamente será mais assertiva. Então, o indicado é já começar agora!”, orienta.
Ela recomenda que o trabalhador faça uma lista de todas as despesas previstas para o fim do ano, incluindo presentes, roupas, confraternizações, viagens e compras sazonais. Também é importante considerar os gastos fixos do início de 2026, como IPVA, IPTU, matrícula escolar, material, férias e outras obrigações.
Wanádia destaca ainda o risco de se deixar levar pelo aumento temporário da renda, o que pode resultar em compras parceladas que comprometem os meses seguintes. “Determine quanto você pode gastar, além das despesas já assumidas, e deixe isso registrado de forma clara para acompanhamento”, reforça.
Uso estratégico do dinheiro e importância da reserva de emergência
A especialista da XP explica que é fundamental entender qual forma de pagamento é mais vantajosa em cada situação. O cartão de crédito pode ser um aliado, desde que usado com responsabilidade e dentro de um limite compatível com a renda, aproveitando benefícios como milhas e cashback.
Para compras de maior valor, o pagamento à vista pode garantir bons descontos. “Sempre compare as taxas de financiamento com o retorno de investimentos. Muitas vezes, aplicar o dinheiro cobre os juros e ainda gera lucro. Hoje há opções para todos os perfis e objetivos”, afirma.
Para quem está com as contas em dia e deseja aproveitar o 13º para iniciar projetos maiores, a orientação é buscar um assessor de investimentos que auxilie na construção de um planejamento alinhado às metas pessoais. “Um assessor pode estruturar sua vida financeira com base no seu perfil e nos seus objetivos, garantindo decisões mais seguras e assertivas”, diz Wanádia.
Quanto à reserva de emergência, ela explica que investimentos conservadores e de alta liquidez são os mais adequados, como CDBs, Tesouro Selic e fundos de renda fixa. Porém, quando há mais recursos disponíveis, a diversificação se torna essencial. “A diversificação é sempre o melhor caminho, pois garante previsibilidade dos rendimentos pré-fixados e protege o patrimônio das oscilações do mercado”, completa.

