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Inadimplência do consumidor em Fortaleza recua e abre espaço para o consumo de fim de ano

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A Pesquisa do Endividamento do Consumidor em Fortaleza, realizada pela Fecomércio-CE e Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), revelou uma melhora significativa na capacidade de pagamento das famílias em outubro. O índice de consumidores com contas pendentes ou dívidas em atraso registrou uma forte redução de 3,2 pontos percentuais, passando de 21,% em setembro para 17,8% em outubro. A taxa atual também é inferior à observada no mesmo mês do ano passado (18,4%).

Essa queda na inadimplência ocorre mesmo com um leve aumento no número total de consumidores endividados, que subiu de 68,7% em setembro para 70,6% em outubro. Contudo, a pesquisa aponta que a tendência anual do endividamento total permanece em queda, já que em outubro de 2024 o índice era de 76,0%.

Segundo a diretora institucional da Fecomércio-CE, Cláudia Brilhante, os resultados indicam que o processo de ajuste financeiro das famílias segue em curso. As análises indicam queda consistente da inadimplência, mesmo com a alta pontual do endividamento e sugere que os consumidores estão reorganizando seus orçamentos. Para Brilhante, esse cenário abre espaço para uma retomada mais sólida do consumo nos próximos meses, criando condições para o fortalecimento do comércio local.

“As pesquisas deste segundo semestre mostram, mês a mês, que a inadimplência vem diminuindo e que o consumidor está mais consciente, fazendo mais planejamento e se organizando financeiramente. Isso abre espaço para que o consumidor se prepare melhor para as compras de fim de ano”, explica.

Comprometimento da renda e tipos de dívidas

A pesquisa de outubro mostrou que os consumidores estão destinando, em média, 41,1% da sua renda familiar para o pagamento de dívidas, um aumento de 3,0 pontos percentuais em relação a setembro (38,1%). O valor médio do endividamento é de R$ 1.748, com um prazo médio de oito meses para o vencimento total. O principal instrumento de crédito utilizado continua sendo o cartão de crédito, citado por 78,4% dos entrevistados.

A pesquisa também revela que são os gastos correntes os principais responsáveis pelo endividamento: compra de alimentos a prazo (57,2%); cobertura de tratamentos de saúde (28,2%); aquisição de itens de vestuário (26,5%); pagamento de aluguel residencial (22,5%).

Planejamento

Para os consumidores que estão com contas em atraso, o prazo médio da dívida é de 75 dias. A principal razão apontada para o não pagamento é o desequilíbrio financeiro (53,1%), seguido do adiamento do pagamento para uso dos recursos em outras finalidades (39,9%).

A fragilidade no planejamento financeiro foi identificada como um problema central. Entre os motivos para o desequilíbrio, o principal é a “falta de orçamento e controle dos gastos”, com 54,1% das respostas. Embora 69,1% dos consumidores afirmem fazer um orçamento mensal eficaz, 17,1% informaram não possuir qualquer controle dos gastos.

A taxa de inadimplência potencial (que mede a proporção de consumidores que enfrentarão dificuldades para quitar suas dívidas) também caiu, ficando em 9,1% em outubro.

 

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