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Produção de castanha de caju em cidade cearense cresce 75% em um ano e se torna a maior do Brasil

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Maior produtor disparado de castanha-de-caju, o Ceará abrange oito dos 10 municípios com maior produção da semente. A cidade que lidera o ranking é Bela Cruz, no litoral norte cearense, que teve crescimento na produção de 75%.

Bela Cruz produziu 13,6 mil toneladas de castanha de caju em 2024, montante avaliado em R$ 61,5 milhões. Os dados são do levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado na última semana.

Beberibe, no litoral leste, e Alto Santo, no Vale do Jaguaribe, completam o ‘pódio’ de maiores produtores de castanha de caju.

Veja as 10 cidades brasileiras que mais produzem castanha de caju:

  1. Bela Cruz (CE) – 13.686 toneladas (R$ 61 milhões)
  2. Beberibe (CE) – 12.818 toneladas (R$ 70 milhões)
  3. Alto Santo (CE) – 8.220 toneladas (R$ 43 milhões)
  4. Pio IX (PI) – 7.425 toneladas (R$ 27 milhões)
  5. Serra do Mel (RN) – 7.000 toneladas (R$ 35 milhões)
  6. Ocara (CE) – 6.768 toneladas (R$ 26 milhões)
  7. Cascavel (CE) – 5.000 toneladas (R$ 24 milhões)
  8. Aracati (CE) – 4.747 toneladas (R$ 27 milhões)
  9. Cruz (CE) – 4.290 toneladas (R$ 19 milhões)
  10. Barreira (CE) – 3.501 toneladas (R$ 17 milhões)

Domínio do nordeste no cultivo da semente

No levantamento anterior, a liderança da produção castanheira ficou com Serra do Mel, cidade do Rio Grande do Norte que agora ocupa a quarta produção do ranking

Serra do Mel e o município de Pio IX, do Piauí, são os únicos na lista que não estão em território cearense. Os dados mostram que o cultivo da oleaginosa ocorre predominantemente na região Nordeste, onde é nativa.

O domínio cearense sobre a semente é documentado desde o início da série história da Produção Agrícola Municipal (PAM), em 1988. O Estado só não lidou a produção em 1998, ano em que foi superado pelo Rio Grande do Norte.

A cultura da castanha é resistente no litoral cearense, com capacidade de se reproduzir em diferentes condições, segundo Jocilene Pinheiro, engenheira agrônoma e técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce).

“A produção de castanha é muito diversificada. Existem grandes, médios e pequenos produtores. A organização em cooperativas é uma estratégia fundamental que pequenos e médios produtores têm utilizado para conseguirem comercializar com competitividade, elevando sua produção e rendimentos”, aponta.

Produção de castanha de caju no Ceará cresce 61%

A produção de castanha de caju do Ceará chegou 101,9 mil toneladas em 2024, o que representa 64% de toda a safra nacional, que foi de 159 mil toneladas

O montante produzido pelos municípios cearenses é o maior desde 2012. Em comparação com o ano anterior, ano em que a safra foi de 63 mil toneladas, houve crescimento de 61%.

A castanha de caju é a quinta lavoura permanente mais produzida no Ceará, conforme a classificação da PAM. A oleaginosa fica atrás apenas do coco, banana, maracujá e mamão.

O crescimento da produção se deve às chuvas acima da média registradas em 2024, assim como à adoção de novas tecnologias, explica Jocilene Pinheiro. A substituição de copa e plantio de novas áreas com cajueiro anão precoce, por exemplo, são medidas essenciais para o aumento da produção.

“Por ser uma cultura perene, mesmo que utilizando mudas de cajueiro anão-precoce, se consolida com produção elevada a partir do terceiro ano. Ou seja, parte dos aumentos de produção registrados em 2024 são frutos, também, desses incentivos em anos anteriores e avanços na assistência técnica”, aponta.

O aumento dos preços no mercado podem impulsionar os produtores a aumentar o cultivo, assim como a ampliação da gama de produtos derivados da cajucultura. Recentemente, têm se popularizado itens a base do pedúnculo, como hambúrguer de carne de caju, leite de castanha, espumantes e cervejas.

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