Home Saúde Solidariedade: Prefeitura de Fortaleza promove encontro com famílias doadoras de órgãos

Solidariedade: Prefeitura de Fortaleza promove encontro com famílias doadoras de órgãos

6 min read
0
0
1,277

A doação de órgãos é um ato de solidariedade e empatia. Além de salvar vidas, traz conforto às famílias, que encontram alívio ao saber que a perda de um ente querido ajudou outras pessoas a continuar vivendo. Mais do que prolongar a vida, o gesto transforma a despedida em esperança, permitindo que outros possam recomeçar.

Com esse propósito, o Instituto Dr. José Frota (IJF), hospital da Prefeitura de Fortaleza, promoveu, nesta terça-feira (23), o 13º Encontro de Famílias Doadoras de Órgãos. A iniciativa integra as ações do Setembro Verde, mês de conscientização e incentivo à doação de órgãos e tecidos.

O evento reuniu 40 famílias na Casa Barão de Camocim, entre as que autorizaram a doação e pessoas transplantadas. Também participaram profissionais e colaboradores do IJF, que fortalecem a rede de solidariedade em torno desse ato que salva vidas todos os dias.

Esperança renovada

O IJF é referência na assistência a vítimas de traumas de alta complexidade e se destaca por sua contribuição ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Referência nacional

Atualmente, o IJF é responsável por 38% das doações de órgãos disponibilizados para transplantes no Ceará. De janeiro a agosto de 2025, já foram realizadas 108 captações de órgãos e tecidos no hospital. Em 2024, foram 197 procedimentos no ano todo. No mesmo ano, a taxa de aceite familiar foi de 84%, enquanto a média nacional é de 54%.

João Gilberto, superintendente do IJF, reforçou os bons resultados do hospital e afirmou que eventos como o Encontro de Famílias Doadoras auxiliam a aumentar o número de transplantes.

“Eventos como este ajudam a aumentar nossa taxa de efetividade na doação. Hoje, o IJF tem uma taxa de aceitação em torno de 84%, enquanto a média nacional é de cerca de 54%. Isso mostra que nossa equipe está preparada para acolher as famílias, esclarecer dúvidas e oferecer segurança nesse processo”, afirmou.

Aline Alves, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos do IJF, comentou sobre o processo de doação e o trabalho de acolhimento realizado pela instituição para famílias de potenciais doadores após o falecimento.

“O processo começa com a identificação de possíveis doadores nas unidades de terapia intensiva ou nas emergências. Quando a equipe assistencial identifica um paciente neurocrítico e é realizado o diagnóstico de morte encefálica, a comissão de doação passa a acompanhar a família.”

“Nesse momento, nosso trabalho vai além da parte técnica: oferecemos apoio emocional com acolhimento, respeito e empatia. Procuramos esclarecer todas as dúvidas sobre o processo. Após a confirmação da morte encefálica, apresentamos à família a oportunidade da doação. Se houver consentimento, é preenchido o termo de autorização, que é encaminhado à Central de Transplantes. A central, então, seleciona os receptores compatíveis”, reforçou.

A forma mais importante de se tornar doador de órgãos é manifestar o desejo em vida e comunicar à família. Embora seja possível registrar a intenção em documentos pessoais, como carteira de identidade ou CNH, a decisão cabe aos familiares no momento da morte encefálica. Por isso, conversar com eles é fundamental.

Após a confirmação de morte encefálica, órgãos como coração, pulmão, fígado, rins e pâncreas, além de tecidos como córneas, ossos e pele, podem ser doados. A equipe médica realiza exames rigorosos e, em seguida, conversa com a família para obter autorização.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Casa de Vovó Dedé abre novas turmas de março com destaque para curso de Ovos de Páscoa

A Casa de Vovó Dedé segue com a programação 2026 do projeto Não à Fome e concentra, neste …