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Menopausa sem tabu: como tratar ressecamento, dor e incontinência com reabilitação íntima

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Ondas de calor, alterações de humor, insônia, ressecamento vaginal, incontinência urinária. A lista de sintomas associados à menopausa é extensa e muitas vezes silenciosa, mas ainda cercada de preconceito e desinformação — ainda que 100% das mulheres passem pelo período biológico que marca o fim da fase reprodutiva. Ainda assim, a saúde íntima na menopausa continua sendo um tema evitado em consultórios, rodas de conversa e até nos
relacionamentos.

É nesse cenário que a fisioterapia pélvica tem ganhado relevância como uma abordagem eficaz, segura, baseada em evidências e cada vez mais indicada para lidar com os impactos dessa transição no corpo feminino. “Muitas mulheres chegam ao consultório relatando dor nas relações, incontinência urinária e perda de lubrificação. Algumas acham que é normal, outras sentem vergonha. Mas todas se beneficiam quando entendem que é possível tratar”, afirma a fisioterapeuta pélvica Flaviana Teixeira, que atua com foco na prevenção e no tratamento de disfunções íntimas femininas.

De acordo com a FEBRASGO, cerca de 50% das mulheres na pós-menopausa apresentam sintomas da síndrome geniturinária da menopausa (SGM) — que inclui a atrofia urogenital, com ressecamento, dor nas relações e infecções urinárias recorrentes. A boa notícia é que esses sintomas não precisam ser aceitos como um “preço do envelhecimento”.

Com técnicas específicas de reabilitação íntima, é possível restabelecer a função muscular e vascular da pelve, estimular a regeneração tecidual, favorecer a lubrificação natural e devolver o conforto nas relações.

“Quando falamos em saúde pélvica na menopausa, não se trata apenas de tratar uma dor ou evitar escapes de urina. É sobre qualidade de vida, bem-estar emocional e autonomia sobre o próprio corpo”, completa Flaviana. Ela explica que o tratamento é sempre individualizado, respeitando o histórico e os limites de cada paciente. A atuação da
fisioterapia pode incluir recursos como biofeedback, eletroestimulação, exercícios guiados, educação corporal e orientação sobre hábitos de vida.

Com a expectativa de vida feminina ultrapassando os 80 anos no Brasil, muitas mulheres viverão mais de um terço da vida na menopausa. Isso torna ainda mais urgente a atenção à saúde íntima como parte da longevidade com qualidade. “Boa parte das mulheres chega à menopausa sem nunca ter ouvido falar em fisioterapia pélvica. E essa é uma lacuna que precisamos preencher. Cuidar da região pélvica é tão importante quanto cuidar do coração, da alimentação ou da mente. E a menopausa pode, sim, ser vivida com prazer, segurança e leveza”, conclui a especialista.

 

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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