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Ceará registrou 220 transplantes de órgãos no 1º semestre de 2025

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Entre janeiro e junho de 2025, o Ceará registrou 220 transplantes de órgãos, de acordo com dados do IntegraSUS. O número representa uma queda de 26 procedimentos em relação ao mesmo período de 2024, quando foram realizados 246 transplantes. O mês com maior número de cirurgias foi janeiro, com 47 procedimentos.

No primeiro semestre de 2025, a maior parte dos receptores de transplantes no Ceará foram homens (62,3%), enquanto mulheres representaram 37,7%. A faixa etária mais frequente entre os pacientes transplantados foi de 51 a 60 anos.

No mês de julho, o Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), em Limoeiro do Norte, realizou a primeira captação de órgãos do ano na unidade. A ação, ocorrida no dia 29, resultou no envio de um fígado e dois rins para Fortaleza e Porto Alegre. O transporte foi feito com apoio da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS).

Somente em duas semanas, a Ciopaer realizou seis missões de transporte de órgãos no estado. Em 2024, foram registradas 15 operações aéreas com esse objetivo. Na última ação, ocorrida na quinta-feira (31), um coração, dois rins e um fígado foram levados para unidades de saúde em Fortaleza, após a captação no HRVJ.

Durante a missão, duas aeronaves foram utilizadas para garantir a agilidade do transporte. O coração, por exemplo, saiu de Limoeiro do Norte às 9h10min e chegou à Capital às 9h55min. Os rins e o fígado foram transportados na sequência, com pouso em Fortaleza às 10h45min. Todas as etapas ocorreram em menos de uma hora, respeitando o tempo de conservação necessário para cada tipo de órgão.

Transplantes realizados no CE de janeiro a junho de 2025:

  • Transplante renal (doador falecido): 95
  • Transplante renal (doador vivo): 3
  • Transplante de fígado: 108
  • Transplante de pulmão: 3
  • Transplante de coração: 11

Evolução mensal dos transplantes:

  • Janeiro: 47
  • Fevereiro: 36
  • Março: 23
  • Abril: 45
  • Maio: 42
  • Junho: 27

Como funciona a doação de órgãos no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, a doação de órgãos no Brasil só é realizada com a autorização dos familiares. Mesmo que a pessoa tenha declarado em vida a intenção de ser doadora, a retirada dos órgãos não pode ocorrer sem o consentimento da família.

Após a confirmação da morte encefálica, os familiares são entrevistados por profissionais de saúde, que explicam o processo e solicitam autorização para a doação. Os órgãos coletados são destinados a pacientes que aguardam na lista de espera, gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Há dois tipos de doadores: vivos e falecidos. No primeiro caso, qualquer pessoa maior de idade pode doar um dos rins, parte do fígado, da medula ou dos pulmões, desde que a doação não comprometa sua saúde e haja compatibilidade. Já os doadores falecidos são aqueles com diagnóstico de morte encefálica, AVC ou parada cardíaca. Nesses casos, podem ser doados órgãos como rins, fígado, pulmões, coração, pâncreas e intestino.

Cada órgão possui um tempo de isquemia, período máximo que pode resistir sem irrigação sanguínea. O coração, por exemplo, tem o menor tempo: quatro horas. Já o pulmão pode resistir de quatro a seis horas. Esse fator é crucial para o sucesso dos transplantes e exige transporte rápido e coordenado.

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