Maranguape é a cidade com a maior taxa de homicídios do Brasil em 2024 entre aquelas com mais de 100 mil habitantes. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança 2025, divulgado nesta quinta-feira (24). As cidades de Caucaia e Maracanaú também aparecem entre as 10 mais perigosas do país.
Em 1º lugar Maranguape registrou uma taxa de 79,9 mortes por 100 mil habitantes, a maior entre as cidades pesquisadas. A cidade de Caucaia aparece em 8º lugar no ranking, com uma taxa de 68,9 mortes a cada 100 mil habitantes. Já Maracanaú ficou em 9º lugar, com uma taxa de 68,5 mortes a cada 100 mil habitantes.
Veja o ranking das cidades com as maiores taxas de mortes violentas em 2024:
1º Maranguape (CE) – 79,9
2º Jequié (BA) – 77,6
3º Juazeiro (BA) – 76,2
4º Camaçari (BA) – 74,8
5º Cabo de Santo Agostinho (PE) – 73,3
6º São Lourenço da Mata (PE) – 73,0
7º Simões Filho (BA) – 71,4
8º Caucaia (CE) – 68,7
9º Maracanaú (CE) – 68,5
10º Feira de Santana (BA) – 65,2
11º Itapipoca (CE) – 63,8
12º Sobral (CE) – 59,9
13º Sorriso (MT) – 59,7
14º Porto Seguro (BA) – 59,7
15º Marituba (PA) – 58,8
16º Teófilo Otoni (MG) – 58,2
17º Santo Antônio de Jesus (BA) – 57,7
18º Santana (AP) – 54,1
19º Ilhéus (BA) – 54,0
20º Salvador (BA) – 52,0
Ceará é o terceiro mais violento
Com três cidades entre as dez mais violentas, o Ceará tem a terceira maior taxa de mortes violentas entre as 27 unidades da federação, atrás somente do Amapá e da Bahia. Em 2024, o Ceará registrou 37,5 mortes a cada 100 mil habitantes.
O estado também foi um dos únicos quatro que registraram um aumento no número de mortes violentas em 2024: Maranhão (+12,1%), Ceará (+10,9%), São Paulo (+7,5%) e Minas Gerais (+5%).
Confira o ranking dos estados com maiores taxas de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes:
- Amapá: 45,1
- Bahia: 40,6
- Ceará: 37,5
- Pernambuco: 36,2
- Alagoas: 35,4
- Maranhão: 30,4
- Mato Grosso: 29,8
- Pará: 29,5
- Amazonas: 27,4
- Rondônia: 26,1
Em 2024, o Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais, uma redução de 5,4% em relação ao ano anterior. Com isso, o País ficou com uma taxa média de 20,8 mortes a cada 100 mil habitantes – a menor taxa desde 2012, conforme o Anuário de Segurança Pública.
O estudo ainda aponta queda de 79% nos registros de novas armas desde o fim do governo Jair Bolsonaro (PL), aumento de 6% na população carcerária e crescimento de 6% nos investimentos em segurança pública, que chegaram a R$ 153 bilhões em 2024.

