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Férias escolares: especialistas reforçam cuidados para evitar acidentes com crianças

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Com a chegada das férias escolares de julho, muitas crianças passam mais tempo em casa — o que, para os pequenos, representa sinônimo de brincadeiras e descanso. Para os pais e responsáveis, no entanto, esse também é um período que exige atenção redobrada. Quedas, queimaduras, choques elétricos, engasgos e até afogamentos estão entre os acidentes mais comuns em crianças durante essa época do ano.

A pediatra Carla Ceres, que atua como médica plantonista na emergência pediátrica e como coordenadora na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital Regional Norte (HRN), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Sobral, faz um alerta: o lar, embora pareça seguro, pode esconder armadilhas para os pequenos exploradores.

“As queimaduras, por exemplo, são bem comuns — panela quente e ferro de passar… tudo isso pode virar um perigo para a criança. Também há o risco de afogamento, e ele não acontece só em piscina: baldes e banheiras também são perigosos, especialmente para crianças pequenas”, explica.

Crianças de 1 a 4 anos merecem atenção ainda maior, segundo a médica. “É quando a criança já anda, corre, sobe em tudo, mas ainda não entende o que é perigoso. É um momento de muita curiosidade e pouca noção de risco”, ressalta. Já os bebês, por serem completamente dependentes, exigem cuidados constantes.

Para prevenir acidentes, a especialista recomenda adaptar a casa com medidas simples, mas eficazes: uso de protetores de tomada, portões em escadas, travas nos armários, grades nas janelas e, claro, manter produtos de limpeza e medicamentos longe do alcance das crianças.

Os cuidados com a água merecem um destaque à parte. “Um balde com água já é suficiente para causar um acidente. Esses recipientes devem estar sempre vazios e virados para baixo”, alerta a pediatra. Se houver piscina em casa, é indispensável que ela esteja cercada e com portão trancado. E mesmo assim, a criança nunca deve estar sozinha na água.

Durante passeios em locais como açudes, rios ou praias, os pais devem usar boias adequadas às crianças e manter supervisão constante. “O ideal é que os pais saibam noções básicas de primeiros socorros e reanimação, porque, em caso de afogamento, cada segundo conta”, reforça Carla.

Lazer com segurança

Brincar dentro de casa, segundo a médica, pode e deve ser seguro e divertido. Ela indica atividades como montar cabaninhas, brincar de teatro, massinha, desenhar, ler ou inventar jogos de adivinhação. O mais importante é escolher brincadeiras compatíveis com a idade e manter a supervisão constante.

Ela também faz um alerta sobre o uso excessivo de telas. “Além de não ser indicado para crianças pequenas, distrai os pais — e criança sem supervisão corre mais risco de acidente. Se for usar, que seja com limite de tempo e com acompanhamento. Melhor mesmo é incentivar brincadeiras reais, que envolvam movimento, criatividade e interação”, aconselha.

Quando procurar ajuda médica?

Especialistas alertam sobre riscos de acidentes com crianças e orientam para um período de férias mais seguro (Foto: Ascom HRN)

Após um acidente, saber identificar sinais de alerta pode ser decisivo. Outro ponto importante é manter um kit de primeiros socorros em casa, com itens como gaze, esparadrapo, antisséptico, tesoura sem ponta e termômetro. Os medicamentos devem sempre ser os indicados pelo pediatra — e, claro, guardados em local seguro.

Em situações graves, saber quando e como buscar ajuda especializada pode salvar vidas. Giovanni Andrade, coordenador da Central de Regulação do Samu 192 Ceará em Sobral, orienta que os pais devem acionar o Samu 192 imediatamente em casos de engasgo com sufocação, quedas com desmaio ou sonolência, convulsões

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