O atendimento especializado que existe no Hospital Universitário do Ceará (HUC), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), tem ampliado o acesso à saúde pública no Ceará. Em menos de três meses de atendimento, o novo hospital realizou 1.535 procedimentos cirúrgicos. Os pacientes são encaminhados por meio da Central de Regulação do Estado. Uma das especialidades de relevância é a de cirurgias de cabeça e pescoço.
O cirurgião de cabeça e pescoço, Bruno Segundo, explica que mesmo em casos benignos, a retirada total da tireoide é necessária, pois, com o crescimento, os nódulos comprimem outros órgãos e dificultam o funcionamento das funções no organismo.
“É necessário retirar a tireoide quando existem riscos de danos. A compressão que os nódulos provocam em órgãos como a traqueia causa dificuldade respiratória, já em casos de afetar o esôfago, atrapalha a deglutição de alimentos. Em outras situações, o nódulo também compromete a estética, pois a medida que cresce, gera deformidade na face”, relata o especialista, que é coordenador da equipe de cirurgia de cabeça e pescoço do HUC.
O atendimento no HUC acontece de forma integrada à Rede Sesa, recebendo pacientes encaminhados pela Central de Regulação do Estado.
HUC tem atendimento especializado
O HUC conta com cinco especialidades: oncologia, urologia, hematologia, cirurgia vascular e cirurgia de cabeça e pescoço. Para a realização de cirurgias de cabeça e pescoço, uma equipe de vinte e cinco cirurgiões da especialidade atende à população do Ceará. Além de equipe multidisciplinar com fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos que auxiliam no processo de reabilitação pós-cirúrgico em casos mais delicados como câncer de boca, laringe e faringe.
“O nosso perfil é de alta complexidade, significa que nós não só atendemos tumores de tireoide, como tumores avançados que necessitam de grandes cirurgias como cânceres de língua, de faringe e laringe. Algumas cirurgias já levaram mais de oito horas para a finalização, devido ao tamanho da complexidade”, detalha o cirurgião, Bruno Segundo.
Alguns procedimentos afetam além da saúde o aspecto físico e estético. “Algumas cirurgias mexem com a fala, com a alimentação e com a autoestima. Por isso, o acompanhamento psicológico e fonoaudiológico é essencial”, finaliza o cirurgião de cabeça e pescoço do HUC.
Desde a abertura dos serviços, em março deste ano, o HUC realizou 288 procedimentos cirúrgicos de cabeça e pescoço O novo hospital conta com profissionais especializados, estrutura moderna e foco na humanização. “Desde que entrei aqui me senti muito acolhida, fui bem tratada por todos, me senti muito confortável”, finaliza a paciente Maria do Carmo.

