Vai à sanção presidencial projeto de lei que denomina Antônio Carlos Belchior o Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Fortaleza. Mais conhecido como Belchior, o cantor cearense, da cidade de Sobral, morreu em 2017, aos 70 anos, mas suas músicas, muitas delas gravadas nos anos 1970, fazem sucesso até hoje, mesmo entre o público jovem.
A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (19), o projeto de lei que denomina o local como Antônio Carlos Belchior. O PL 771/2022, do deputado federal Leônidas Cristino, recebeu relatório favorável do senador Cid Gomes (PSB-CE) e foi lido pelo senador ad hoc Jaime Bagattoli (PL-RO).
“O homenageado, da mesma forma, sempre exaltou o Ceará em sua obra e apresentou o Mucuripe para o mundo, por meio da canção homônima. Seu estilo e personalidade, manifestados em suas canções e em sua história de vida, ainda hoje inspiram artistas e todos aqueles que buscam a verdadeira beleza da vida”, defendeu deputado.
Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes nasceu em 26 de outubro de 1946, no município de Sobral e foi um dos grandes nomes que surgiu na música popular brasileira.
Sua composição “Como nossos pais” foi considerada uma das 100 maiores músicas brasileiras pela revista Rolling Stone Brasil e outras músicas, destacou Cid Gomes no parecer, conquistaram corações e mentes de várias gerações, transformando-o em uma voz única e inconfundível.
“Além da contribuição artística, Belchior também se destacou pela personalidade marcante e pela postura crítica em relação à indústria musical. Sua decisão surpreendente de desaparecer por longos períodos, somada à recusa em ceder às pressões comerciais, conferiu-lhe uma aura de mistério, que só aumentou o fascínio que exercia sobre o público, que sempre manifestou-se”, ressalta o parecer do senador.
Cid aponta como “justa e merecida” a homenagem proposta para “esse grande compositor e cantor por sua grande contribuição ao Ceará e ao Brasil”.
O relator reconheceu a importância do projeto quanto ao mérito, pois apesar de Belchior ter falecido em 2017, para o senador a sua influência é percebida ainda nos dias de hoje.
“Seu estilo eclético estabelece um diálogo entre a música tradicional nordestina, a MPB, o rock e o folk, do qual resulta uma sonoridade que ressoa com a diversidade e riqueza cultural do Brasil”, escreveu Cid.
Fonte: Senado Federal

