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Páscoa deve movimentar R$ 84 milhões no comércio do Ceará

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As vendas do varejo voltadas para a Páscoa deverão totalizar R$ 3,44 bilhões em 2024, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Confirmada essa expectativa, o volume de vendas apresentaria um crescimento de 4,5% ante a mesma data do ano passado, já descontada a inflação. No Ceará, a expectativa de faturamento é de R$ 84,15 milhões,  43,8% acima do estimado para 2023 (R$ 58,49 milhões).

O quarto avanço anual das vendas de Páscoa ainda se insere no contexto de retomada do consumo pós-pandemia. Em 2020, o volume de receitas do varejo relacionadas a essa data comemorativa registrou o menor patamar de vendas em dez anos. Assim, na comparação com a última Páscoa antes da crise sanitária, o montante financeiro gerado deverá ficar 15,4% acima do volume observado na data de 2019.

“A Páscoa representa uma importante data para o varejo, um período de grande movimentação comercial e oportunidades de crescimento para o setor”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. A previsão, segundo a entidade, é um aumento de 21,4% na importação de chocolates, correspondente a 3,35 toneladas, e 69,9% na de bacalhau, equivalente a 7,12 toneladas do produto.

Foto: Reprodução

Por estado

Santa Catarina (+7,4%) e Minas Gerais (+7,2%) devem se destacar em termos de expansões relativas das vendas. Os maiores volumes de vendas tendem a se concentrar em São Paulo (R$ 948,08 milhões), Minas Gerais (R$ 352,57 milhões), Rio de Janeiro (R$ 243,19 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 194,18 milhões). Juntas, essas Unidades da Federação responderão por 51% do volume financeiro a ser gerado pela Páscoa deste ano.

Importações

Um indicativo da expectativa do varejo para essa data costuma ser a importação de produtos típicos. De acordo com registros da Secretaria de Comércio Exterior, tabulados pela CNC, a quantidade importada de chocolates, por exemplo, neste ano (3,35 mil toneladas), avançou 21,4% em relação ao ano passado, praticamente igualando as compras de 2019 (3,40 mil toneladas).

Outro produto tipicamente importado nessa época do ano, o bacalhau, acusou avanço ainda mais significativo (+69,9% nas quantidades importadas frente a Páscoa de 2023). O total importado foi um recorde para o período desde o início do levantamento em 1997

Valorização do real

A valorização do real ao longo do último ano compensou parcialmente a alta dos preços internacionais desses produtos. A taxa de câmbio, que às vésperas da Páscoa de 2023 se situava em 5,20 R$/US$, atualmente se encontra abaixo dos R$ 5,00 – um recuo de quase 4,3%. No mesmo intervalo de tempo, os preços médios de importação tanto de chocolates quanto de bacalhau recuaram 4,1% e 11,4%, respectivamente).

Pelo segundo ano consecutivo, a cesta de bens e serviços composta por oito itens deverá sofrer reajuste acima da inflação. Puxado pela alta no preço do azeite de oliva (+45,7%), os itens relacionados a essa data deverão estar 5,2% mais caros que no mesmo período de 2023 – menor alta desde 2020 (+4,2%). Entretanto, os itens com maior demanda sazonal nessa época do ano tendem a ser reajustados abaixo da inflação. São os casos dos chocolates (+2,4%), bacalhau (-3,2%) e pescados em geral (+4,7%).

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