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Festival de Gastronomia Cearense: Bela Gil dá aula-show em Fortaleza

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A chef e apresentadora Bela Gil esteve neste sábado (24) participando da 2ª edição do Festival de Gastronomia Cearense: Os Rumos do Ceará de Comer, que termina neste domingo (25), do Mercado AlimentaCE, na Estação das Artes, em Fortaleza.

Bela participou da roda de conversa “Cozinha, quintal e floresta: saberes ancestrais dos alimentos”, ao lado de Valéria e Verônica Carvalho, do Terreiro das Pretas (Cariri), e Rosa Pitaguary, coordenadora de Políticas Públicas da Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará (Sepince).

A apresentadora do GNT também deu uma aula-show com receitas elaboradas a partir de ingredientes da biodiversidade brasileira e nordestina, como o coração de bananeira, a castanha de caju e o arroz da terra.

Comida de panela salva

Adepta de receitas saudáveis, a filha de Gilberto Gil defende o que ela chama de “comida de panela”. “É uma excelente ferramenta para a prosperidade das vidas no planeta. Comidas sem veneno respeitam o meio ambiente, comidas nutritivas mantém a saúde da mente e do corpo”.

Ela ainda salienta que essa comida de panela pode ser uma forma de prevenção de doenças. “Sabemos que a comida de panela é uma excelente fonte de nutrição e contribui para uma alimentação saudável, assim se tornando uma ferramenta de prevenção de doenças, como as doenças crônicas não transmissíveis, que atualmente são responsáveis por quase 1 milhão de mortes de brasileiros, por ano”.

A apresentadora também comentou sobre seu último livro, “Quem vai fazer essa comida?”, lançado em 2023. A publicação vai muito além da gastronomia e discute os caminhos necessários para democratizar a alimentação saudável no Brasil.

“Cozinhar é e pode ser um ato de amor, mas, antes disso, é um trabalho. O cozinhar requer planejamento, compras, higienização, corte, preparo, servir e depois de tudo isso, ainda temos que lavar a louça. A questão que levanto no livro é: quem vai fazer essa comida? Pois o trabalho doméstico, incluindo o cozinhar, ainda recai em cima das mulheres e principalmente das mulheres pretas e periféricas. Reconhecer, valorizar e remunerar bem o ato de cozinhar pode ser uma saída para justiça de classe, raça e gênero”, afirmou.

Fonte: Diário do Nordeste

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